Acidente vascular cerebral: tomografia prevê risco futuro

Estudo publicado na revista “Stroke”

10 dezembro 2014
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A realização de uma tomografia computorizada 24 horas após a ocorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) leve pode prever o risco de um AVC futuro, dá conta um estudo publicado na revista “Stroke”.
 

Um ataque isquémico transitório, muitas vezes referido como mini-AVC, ocorre quando o fluxo sanguíneo numa parte do cérebro fica temporariamente bloqueado. Os sintomas podem perdurar apenas alguns minutos.
 

“Todos os pacientes devem ser submetidos a uma tomografia computorizada após um ataque isquémico transitório. As imagens podem ajudar os profissionais de saúde a identificar padrões de danos relacionados com diferentes níveis de risco associados a um acidente vascular cerebral subsequente ou ajudar a prever quando os sintomas vão piorar”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Jeffrey J. Perry.
 

Para este estudo, os investigadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, observaram as imagens cerebrais de 2.028 pacientes que tinham sido submetidos a tomografias computorizadas 24 horas após um ataque isquémico transitório. No total, 814 pacientes sofreram danos cerebrais resultantes da isquemia, ou seja, da restrição do fluxo sanguíneo para o cérebro.
 

Através das imagens recolhidas, os investigadores foram capazes de prever quais os pacientes com maior risco de sofrer outro AVC nos 90 dias seguintes. Verificou-se que comparativamente com os pacientes sem isquemia, os pacientes que tinha sofrido um AVC isquémico tinham um risco 2,6 vezes maior de terem outro AVC.
 

Os pacientes com isquemia apresentavam um risco 5,35 vezes maior de terem outro AVC se as imagens revelassem isquemia crónica e isquemia aguda. Verificou-se ainda que estes pacientes apresentavam um risco 4,9 vezes maior de terem outro AVC caso as imagens demonstrassem algum tipo de microangiopatia (pequenos danos nos vasos sanguíneos) no cérebro, conjuntamente com isquemia aguda.
 

No caso das imagens que revelavam tanto a presença de isquemia aguda, isquemia crónica e microangiopatia o risco de os pacientes com isquemia terem outro AVC era 8,04 vezes maior.
 

De acordo com o estudo, 3,4% dos pacientes tiveram um AVC nos 90 dias após um ataque isquémico transitório e 25% destes apresentaram isquemia aguda, crónica e microangiopatia nos exames imagiológicas.
 

“Estes resultados devem fazer com que os médicos sejam mais agressivos no tratamento dos pacientes com ataque isquémico transitório quando estes são diagnosticados com isquemia aguda, especialmente se houver isquemia e/ou microangiopatia crónica adicional”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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