Acidente vascular cerebral: risco reduzido com combinação de fármacos

Estudo publicado na revista “New England Journal of Medicine”

02 julho 2013
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Um ensaio clínico de fase III mostrou que a toma de dois agentes anticoagulantes, clopidogrel e aspirina, reduz o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em quase um terço, em comparação com o tratamento padrão, refere um estudo publicado na revista “New England Journal of Medicine”.


Para o estudo, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, contaram com a participação de 5.170 indivíduos que tinham sido hospitalizadas após terem sofrido um AVC isquémico ou um AVC isquémico transitório, no qual o fluxo sanguíneo do cérebro é brevemente interrompido.


Os participantes foram divididos em dois grupos distintos: ao longo de três meses, uns tomaram aspirina enquanto ao outro grupo foi administrado aspirina conjuntamente com o fármaco clopidogrel. Os investigadores referem que os três meses após a ocorrência de um AVC é o período mais crítico para a intervenção médica.


O estudo apurou que 8,2% dos pacientes que tomaram os dois fármacos sofreram AVC´s subsequentes comparativamente com os 11,7 % daqueles aos quais apenas foi administrado aspirina.


Os investigadores referem que estes dois fármacos funcionam basicamente da mesma forma: são agentes antiplaquetários que têm como alvo os agentes de coagulação encontrados na corrente sanguínea, as plaquetas, e evitam a sua agregação. A combinação é comumente utilizada em pacientes que sofreram enfartes agudos do miocárdio, mas não havia dados clínicos suficientes que sugerissem que esta combinação funcionasse no caso do AVC.


Este ensaio realizado na China e intitulado CHANCE (Clopidogrel in High-risk patients with Acute Non-disabling Cerebrovascular Events) é idêntico a um outro que está neste momento a ser desenvolvido nos EUA, conhecido por POINT (Platelet-Oriented Inhibition in New TIA and Minor Ischemic Stroke).


“Caso o ensaio POINT confirme os resultados obtidos no CHANCE, a combinação dos dois fármacos irá ser considerada como tratamento padrão. "Qualquer pessoa com um AVC isquémico ou isquémico transitório ou irá ser submetido a este tipo de tratamento”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, S. Claiborne Johnston.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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