Acidente vascular cerebral provocado por fibrilhação auricular atinge 80 portugueses por dia

Condição pode ser controlada por fámacos

30 outubro 2012
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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) provocado por uma fibrilhação auricular, uma arritmia que pode ser controlada com fármacos anticoagulantes, atinge todos os dias 80 portugueses.
 

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal. O cardiologista José Ferreira Santos chamou à atenção para a prevenção da fibrilhação auricular, uma forma de arritmia cardíaca que é responsável por 20% dos AVC registados no país.

 

“A fibrilhação auricular (FA) é a alteração mais comum do ritmo cardíaco. Um em cada cinco AVC é provocado por esta arritmia, mas se a tratarmos eficazmente, com a terapêutica anticoagulante, conseguimos praticamente eliminar esta complicação”, revelou o médico, em declarações à agência Lusa.
 

Os sinais de alerta são palpitações, coração a bater de forma diferente e pulso irregular. Sendo que o “teste de eleição” dos especialistas passa por um simples eletrocardiograma, que permite identificar se as pessoas têm FA.
 

“Depois de identificada a arritmia é preciso perceber se a pessoa está em risco de ter um AVC”, disse José Ferreira Santos, defendendo que “qualquer pessoa com mais de 65 anos (a quem foi identificada uma arritmia) deve fazer uma terapêutica anticoagulante, para evitar a formação de coágulos no coração e reduzir o risco de ter uma trombose”.
 

Porém, a realidade é um pouco diferente. José Ferreira Santos lembrou um estudo nacional que veio revelar que apenas metade das pessoas sabia que tinha arritmia. Das que sabiam, “só 30% estavam a fazer uma medicação anticoagulante. Ou seja, os restantes 70% não estavam a prevenir eficazmente os AVC”, alertou o especialista.
 

A fibrilhação auricular atinge cerca de 120 mil portugueses e a sua prevalência deverá continuar a aumentar devido ao envelhecimento da população.
 

“Se incluirmos todas as pessoas desde a nascença até à terceira idade, a fibrilhação afeta 2,5% da população em Portugal. Mas a prevalência aumenta bastante à medida que os anos avançam, podendo chegar até 10 a 15 % da população com mais de 70 anos. Se vivermos tempo suficiente, uma em cada quatro pessoas irá desenvolver fibrilhação auricular ao longo da vida”, lembrou o cardiologista.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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