Acidente vascular cerebral: incidência e mortalidade estão a diminuir

Declarações do presidente da Sociedade Portuguesa do AVC

31 janeiro 2013
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A incidência e mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) estão a diminuir em Portugal, mas os resultados poderiam ser melhores se a população cumprisse as recomendações dos especialistas, referiu o presidente da Sociedade Portuguesa do AVC.
 

“Onde [a estratégia] falha é na população. Estamos fartos de ensinar os fatores de risco, corrigem-nos mal. Estamos fartos de ensinar os principais sinais de AVC, desprezam-nos. Estamos fartos de dizer que é preciso chamar o 112 e exigir ser levado a um hospital que tenha unidade de AVC, e não o fazem”, disse à agência Lusa Castro Lopes.
 

O presidente da associação apelou à população que participasse numa sessão informativa gratuita sobre a doença que decorrerá sábado à tarde, no Porto Palácio Hotel e que está integrada 7.ª edição do Congresso Português do AVC, que tem início amanhã.
 

“Este é um problema de saúde pública. Daí termos decidido introduzir no congresso uma sessão informativa, gratuita e aberta à população em geral, que pretende transmitir de forma simples aspetos essenciais sobre o AVC”, disse o neurologista.
 

Castro Lopes defende que “a população tem de ser ensinada” porque “é o público que nos está a encravar pela sua ignorância, por um pouco de desleixo e ouvidos pouco atentos. Não estão a atender à nossa mensagem”.
 

O presidente da Sociedade Portuguesa do AVC reconhece que Portugal está “razoavelmente servido” em termos de hospitais com unidades de AVC, mas disse recear que “as medidas economicistas” possam prejudicar o seu funcionamento.
 

“É preciso cuidado para que as medidas economicistas não prejudiquem o funcionamento dessas unidades, que não fechem, nem se diminua a possibilidade de transporte de doentes”, sustentou.
 

“O nosso país tem unidades de Bragança ao Algarve, tem uma cobertura muito razoável, se os meios de transportes não forem retirados do sítio onde estão, conseguimos dar uma resposta adequada aos doentes e, assim, termos menos mortes, menos cicatrizes e completas recuperações”, acrescentou ainda o médico.

 

De acordo com dados divulgados pela organização do encontro científico, o AVC é a principal causa de morte em Portugal e uma em cada seis pessoas no mundo terá um AVC ao longo da vida. Cerca de 30% das pessoas que têm um AVC morrem ao fim de um ano e metade dos sobreviventes ficam com algum tipo de incapacidade.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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