Acção do homem aumenta vulnerabilidade aos desastres naturais

ONU lança alerta

11 agosto 2002
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A pobreza, o crescimento das cidades, as alterações climáticas e a degradação do meio ambiente estão a alterar o equilíbrio natural da Terra e a tornar mais vulneráveis as populações aos desastres naturais.
 

 

Segundo o relatório "Viver com risco", elaborado pela Estratégia Internacional para a Redução dos Desastres (ISDR) das Nações Unidas, estes fenómenos naturais causaram na última década mais de 880 milhões de mortes.
 

 

O relatório destaca que 90 por cento dos desastres acontecem nos países em vias de desenvolvimento, onde os trabalhos de prevenção e preparação são muito inferiores.
 

 

Entre 1975 e 2000, mais de 1.340 milhões de pessoas de países com baixos recursos morreram em consequência dos desastres, contra 27.000 pessoas de países ricos.
 

 

Além disso, existe ainda uma considerável variação geográfica no impacto dos desastres naturais, com a Ásia a ser afectada de uma forma desproporcionada, registando 43 por cento de todas as catástrofes naturais da última década e 70 por cento das mortes.
 

 

«Azares da natureza
 

 

Na última década produziram-se no mundo 4.777 desastres naturais que causaram a morte de 880 mil pessoas, afectando lares, saúde e o sustento de 1.880 milhões de pessoas e provocando perdas no valor de 685 mil milhões de dólares (706 mil milhões de euros).
 

 

O responsável da secretaria da ONU para a ISDR, Salvador Briceno, destacou que são as actividades humanas as grandes responsáveis pela amplitude destes "azares da natureza" já que estão a modificar o equilíbrio natural da Terra.
 

 

"Nunca tantas pessoas viveram em cidades localizadas em zonas sismicamente activas", assinalou Briceno, acrescentando que "as pressões demográficas fizeram com que mais pessoas vivam em planícies aluviais ou em áreas predispostas a aluimentos de terras.
 

 

Neste sentido, os autores do relatório asseguram, por exemplo, que as mortes num terramoto não são inevitáveis, já que "não são os tremores de terra que matam pessoas mas os edifícios inseguros".
 

 

Prevenção
 

 

Para prevenir os danos causados por estes fenómenos, os especialistas recomendam a aplicação de medidas simples mas eficazes como a avaliação dos riscos, preparação de mecanismos de alerta e elaboração de planos de segurança pública.
 

 

"A redução dos desastres faz parte do desenvolvimento sustentável", recordou Briceno.
 

 

"Pedimos que compreendam melhor as ameaças, as razões pelas quais somos vulneráveis, quais são os riscos e, com base nisso, preparar e prevenir o futuro com mais cuidado", acrescentou.
 

 

Fonte: Lusa
 

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