Academia Americana de Pediatria recomenda estatinas em crianças de oito anos

Comunidade médica reage às novas orientações

16 julho 2008
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A American Academy of Pediatrics (AAP) publicou esta semana novas orientações sobre a administração de estatinas em crianças.
 

 

Segundo as orientações anteriores, as crianças consideradas com alto risco de desenvolver doenças cardíacas poderiam tomar estatinas a partir dos 10 anos. Agora, as novas orientações aplicam-se a crianças a partir dos oito anos, que apresentem taxas de LDL (“mau colesterol”) de 190 miligramas por decilitro, com LDL de 160 e história familiar de doenças cardíacas, ou os dois outros factores de risco. Entre as crianças com Diabetes, o tratamento com o fármaco pode ser iniciado quando o LDL atingir os 130, de acordo com a norma.
 

 

A AAP também recomenda que as crianças com história familiar de doenças cardíacas sejam examinadas a partir dos dois anos e não depois dos 10. E, aos 12 meses, se um especialista suspeitar de futuros problemas de peso, pode recomendar leite com baixo teor de gordura.
 

 

Alguns especialistas, citados pela imprensa norte-americana, temem que essas novas orientações motivem uma dependência exagerada da terapia medicamentosa, em vez de serem criadas condições para que se façam mudanças no estilo de vida, nomeadamente na alimentação e na prática de exercício físico.
 

 

Os médicos também alertam para o facto de não existirem provas científicas do uso das estatinas em pediatria.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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