Acabar com as listas de espera

Ministro da Saúde mantém intenção de resolver situação em dois anos

25 julho 2002
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O ministro da Saúde garantiu na quinta-feira, em Évora, que o governo "assume o risco" de tentar acabar com as listas de espera cirúrgicas no prazo de dois anos, apesar do "surpreendente" número de 123.166 doentes que a integram.
 

 

Para tal, Luís Filipe Pereira conta com a "melhoria da eficiência e desempenho" nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde e com as contratualizações de cirurgias aos sectores social e privado.
 

 

A intenção de limpar as listas de espera em dois anos havia sido já avançada pelo ministro em Abril, aquando da apresentação do novo Programa Especial de Combate às Listas de Espera Cirúrgicas.
 

 

Porém, na altura, as expectativas do governante eram de que os números de doentes em espera avançados pela Direcção-Geral de Saúde - que apontavam para 102 mil pessoas a 29 de Abril - incluíssem duplicações e que o número real de portugueses à espera de cirurgia se ficasse pelos 70 mil.
 

 

Quase o dobro...
 

 

Ao fim de mais um levantamento do número de doentes que esperam uma operação, o resultado final é de 123.166, um valor muito acima das expectativas iniciais do ministro da Saúde, que apontavam para 70 mil.
 

 

Os dados, divulgados em Évora pelo próprio Luís Filipe Pereira, foram também acompanhados por críticas ao anterior programa de recuperação de listas de espera desenvolvido pelos governos PS, que o ministro considerou padecer de "falta de rigor e transparência".
 

 

O número agora obtido resultou de um levantamento pedido pela tutela a cada uma das cinco Administrações Regionais de Saúde, no seguimento de um novo programa de combate às listas de espera entretanto aprovado.
 

 

O Programa Especial de Combate às Listas de Espera Cirúrgicas foi aprovado em Conselho de Ministros no final de Abril, tendo o governo decidido atribuir-lhe uma dotação de 52,5 milhões de euros.
 

 

"Herdeiro" do Programa de Promoção do Acesso (PPA) criado em Maio de 1999 pela então responsável pela pasta da Saúde, Manuela Arcanjo, o novo programa deverá, segundo a tutela, arrancar em pleno em Setembro e vigorar por dois anos.
 

 

Fonte: Lusa
 

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