Abuso sexual na infância é factor de risco para a gravidez

Estudo da Universidade de Haifa

29 março 2010
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O abuso sexual na infância aumenta a probabilidade de, quando adulta, a mulher ter uma gravidez de alto risco, de acordo com um estudo da Universidade de Haifa, em Israel.

 

No estudo, liderado por Rachel Lev-Wiesel, foram avaliadas 1.830 grávidas, divididas em grupos de alto e baixo risco. Estes dois grupos foram, por sua vez, divididos em três subgrupos: aquelas que foram vítimas de abuso sexual infantil, aquelas que sofreram outros tipos de trauma na infância e aquelas que não viveram nenhuma experiência traumática assinalável.

 

Comparadas às mulheres que não tinham sofrido qualquer tipo de experiência traumática, aquelas que tinham sido abusadas sexualmente na infância apresentaram altos níveis de depressão e outros sintomas pós-traumáticos. O estudo também verificou uma maior relação entre os sintomas e o mal-estar físico durante a gravidez.

 

"Mesmo quando uma mulher inicia uma gravidez desejada, parece que o corpo relaciona o acto sexual que criou a gravidez com o dano do abuso sofrido, evocando sentimentos negativos que podem, então, ser expressos em problemas físicos e ginecológicos," explicou a investigadora em comunicado de imprensa publicado no sítio da universidade.

 

A investigadora reforça que os resultados deste estudo "têm implicações práticas importantes para os prestadores de cuidados de saúde, os médicos ginecologistas e os obstetras”, dado existir a “necessidade de reconhecer e abordar o estado psicológico das mulheres grávidas, vítimas de abuso sexual na infância".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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