Abuso físico na infância ligado a diagnóstico de úlcera péptica

Estudo apresentado no “Journal of Interpersonal Violence”

21 fevereiro 2011
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As crianças vítimas de abuso físico apresentam um risco duas vezes maior de desenvolverem úlceras, em comparação com as que não sofreram este tipo de violência, aponta um estudo da Universidade de Toronto, Canadá.

 

O estudo, publicado na edição online do “Journal of Interpersonal Violence”, usou dados de uma amostra representativa da comunidade canadiana, com um total de 13.069 adultos. Mais de mil relataram ter sido agredidos fisicamente por alguém próximo antes de completarem 18 anos e 493 disseram ter recebido um diagnóstico de úlcera péptica.

 

Segundo a autora do estudo, Esme Fuller Thomson, foi verificada uma forte associação entre os indivíduos abusados na infância e aqueles com diagnóstico de úlcera péptica mais tarde na vida. "Inicialmente, pensei que a ligação seria explicada por factores como o stress, obesidade, tabagismo e abuso de álcool - características que são altamente associadas à úlcera péptica - mas, mesmo após o ajuste para 16 variáveis conhecidas, as pessoas que foram fisicamente abusadas na infância tinham um risco 68% maior de apresentar úlceras pépticas do que os seus pares que não sofreram abuso".

 

Num comunicado enviado à imprensa, Jennifer Bottoms, co-autora do estudo, assinala ainda que "estes resultados não só realçam a importância de prevenir o abuso físico na infância, mas também destacam a necessidade de mostrar aos adultos que sofreram de abusos sexuais na infância que correm riscos de apresentar problemas de saúde".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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