Abuso de crianças e adolescentes quase duplicou em 2002

Criminologista edita livro

09 junho 2003
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O abuso sexual de crianças e adolescentes quase que duplicou em 2002, segundo dados da Polícia Judiciária (PJ) reunidos no livro «Sexo, Nexo e Crime», do criminologista Barra da Costa.
 

 

A obra, que o ex-inspector da Judiciária diz ter elaborado «em prol de uma cidadania sexual», será lançada esta terça-feira na Feira do Livro de Lisboa.
 

 

Barra da Costa ilustra a delinquência sexual com números: em 2002, a PJ registou 555 casos de abuso sexual de crianças e adolescentes, contra 309 no ano anterior. Ou seja, mais 246 crimes (79,6%).
 

 

No livro, o criminologista defende que «é preciso entender que muitas pessoas que foram abusadas sexualmente na infância têm por vezes dificuldades em percepcionar estas experiências como abusivas, em especial se o incidente tiver sido indicado como um jogo ou se tiverem sentido prazer sexual».
 

 

Barra da Costa lembra que «mais de 50% dos abusos sexuais em crianças são cometidos por alguém que a vítima conhece e em quem confia».
 

 

No livro, o autor escreve ainda sobre a pedofilia, considerando que «ninguém pode hoje dizer que não sabia nada ou mostrar horror face ao escândalo da Casa Pia».
 

Segundo Barra da Costa, os abusadores sexuais apresentam alguns pontos em comum: «são pessoas socialmente bem integradas, sem grandes demonstrações de virilidade, extremamente conformistas, chegando a apresentar obediência excessiva à norma.»
 

 

Fonte: Lusa
 

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