Abu Ghraib visto por psicólogos

Crimes podiam ter sido feitos por qualquer cidadão

06 dezembro 2004
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Um grupo de psicólogos da Universidade de Princeton (New Jersey, nos EUA), defende que qualquer pessoa, sob determinadas condições, seria capaz de praticar os actos de violência cometidos, este ano, pela 800ª brigada da polícia militar na prisão iraquiana de Abu Ghraib. As conclusões foram avançadas a 26 de Novembro na revista «Science», por Susan Fiske, Lasana Harris e Amy Cudd, que se propuseram a responder à pergunta «Quem seria capaz de cometer tais actos de violência.» Para isso, recorreram a um universo de 25 mil estudos, envolvendo oito milhões de participantes, que demonstram a influência que factores como o «stress» de guerra e as expectativas dos superiores hierárquicos têm em determinadas atitudes dos subordinados. Segundo os investigadores, o comportamento dos militares foi tão influenciado pelas figuras de autoridade, pressão de pares e outras interacções sociais como pela sua própria psicologia. «Pessoas comuns podem ter um comportamento incrivelmente destrutivo se assim lhes for pedido pelos seus superiores», afirmam os investigadores, citados num comunicado e imprensa da sua universidade, referindo-se aos estudos liderados pelo psicólogo social Stanley Milgram, dos anos 70. Susan Fiske reconheceu que existem casos de indivíduos isolados que torturam outras pessoas. No entanto, a investigadora acredita que, no caso das torturas aos prisioneiros de Abu Ghraib praticadas pelos soldados norte-americanos, é mais provável que os abusadores tenham agido conforme a cultura e expectativas do seu ambiente. Fonte: Público

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