Abortos legais aumentaram em 2000
30 novembro 2001
  |  Partilhar:

O número de interrupções voluntárias de gravidez (IVG) praticadas nos hospitais e nas maternidades portuguesas ao abrigo da lei voltou a aumentar no ano passado, mas continua a representar uma parcela ínfima do total de casos de aborto que deram entrada nos estabelecimentos de saúde públicos (10.752, durante 2000). De acordo com dados da Direcção-Geral de Saúde (DGS), citados pelo jornal «Público», no ano passado, fizeram-se 574 abortos por indicação legal, o que corresponde a um acréscimo de cerca de 17 por cento relativamente a 1999.
 

 

Quanto aos casos registados como abortos ilegais (normalmente decorrentes de complicações graves, por exemplo perfurações do útero, surgidas após abortos clandestinos e que são tratadas nos hospitais), estes registaram um ligeiro acréscimo no ano passado (197), em comparação com o ano anterior (169), contrariando uma tendência para a diminuição que se vinha verificando nos últimos anos - em 1994, tinham sido 255 as mulheres assistidas nos hospitais e maternidades por este motivo.
 

 

Mas estes dados não reflectem toda a realidade, uma vez que resultam dos registos de internamento dos hospitais (os chamados grupos de diagnósticos homogéneos), que, muitas vezes, não especificam, sequer, as causas dos abortos. No ano passado, aliás, do total de interrupções de gravidez em que os estabelecimentos de saúde públicos intervieram, perto de um quarto (2344) surge referenciado como "não especificados". E a maior parte aparece classificada como abortos "espontâneos" (4352) e "retidos" (3285) - estes últimos dizem respeito a situações em que se verificou um abortamento mas o útero não esvaziou.
 

 

Fonte: Público
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.