Aborto espontâneo recorrente: novas pistas

Estudo publicado no “The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism”

16 setembro 2013
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Uma equipa de investigadores afirma ter demonstrado que a presença de um baixo nível de esteroides no organismo é responsável por alguns abortos espontâneos.
 

Mais de uma em sete gravidezes não chega ao fim, terminando em aborto espontâneo. Após um aborto espontâneo, muitas mulheres conseguem ter uma gravidez bem-sucedida. No entanto, existem bastantes casos em que o aborto espontâneo se torna um problema recorrente. Tem-se tentado determinar se os esteroides podem ou não ajudar as mulheres com este problema.
 

Siobhan Quenby e a equipa da Universidade de Warwick, no Reino Unido, decidiram abordar esta questão através do estudo de um tipo de células do sistema imunitário denominado células exterminadoras naturais (ou células NK), que estão presentes em grande quantidade no útero das mulheres que sofrem abortos espontâneos.
 

Os esteroides pareciam ter um papel benéfico na gravidez, mas não havia certeza sobre a forma como as células NK causam abortos espontâneos, sendo que eram tidas como importantes para a implantação do embrião no útero. No entanto, esta teoria não tinha sido submetida a ensaio clínico.
 

Os investigadores acreditam que as células NK constituem meramente um marcador para algo mais grave que esteja a ocorrer no revestimento do útero.
 

Testes efetuados sugerem que a presença de níveis baixos de esteroides tornam o útero menos predisposto a aceitar um embrião e danifica a forma de alimentação do feto implantado. Estes processos conduzem a níveis mais elevados de células NK.
 

Siobhan Quenby explicou que uma em três mulheres tinha altos níveis de células NK. A investigadora pretende agora conduzir ensaios clínicos para determinar se os esteroides poderiam ajudar estas mulheres. Entretanto, a investigadora considera que as mulheres grávidas não devem tratar-se com esteroides pois se tiverem níveis demasiado elevados poderão também sofrer um aborto espontâneo.
 

“Este trabalho é realmente impressionante porque após anos de controvérsia e dúvida, obtivemos uma pista crucial”, afirmou Siobhan Quenby.
 

Nick Macklon, da Universidade de Southampton, Reino Unido, afirmou que “isto demonstra que os esteroides não devem ser prescritos a toda a gente; precisamos de nos certificar do problema das mulheres antes de se prescrever os mesmos”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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