Aborto é hoje discutido em Bruxelas

Relatório divide Parlamento Europeu

16 abril 2002
  |  Partilhar:

Promete dividir o Parlamento Europeu (PE) e a gastar sobremaneira os responsáveis políticos dos estados-membros da União Europeia com legislações mais repressivas sobre o aborto, como a Irlanda, Portugal e Espanha.
 

 

Ao recomendar que a interrupção voluntária de gravidez (IVG) seja «legal, segura e universalmente acessível» e ao exortar os governos dos estados-membros a «abster-se de agir judicialmente contra mulheres que tenham feito abortos ilegais», o projecto de relatório sobre direitos em matéria sexual e reprodutiva que hoje começa a ser discutido na Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade de Oportunidades (CDMIO) do PE vem reacender uma questão deveras polémica e dividir os mais de 600 eurodeputados.
 

 

Questionando as disparidades dos estados-membros em matérias tão sensíveis como a legislação sobre o aborto, a contracepção e a educação sexual, a autora do documento - a eurodeputada socialista belga Anne van Lancker - justifica as recomendações mais controversas lembrando «os estudos que apontam para a existência de um menor número de abortos em países que combinam legislações liberais e uma eficaz educação sexual e planeamento familiar».
 

 

Anne van Lancker recorda ainda que a política mais restritiva a este nível é a da Irlanda (onde o aborto apenas é permitido para salvar a vida da mulher), acrescentando que em Portugal e em Espanha o aborto legal só é possível em determinados casos (malformação fetal e violação ou para proteger a saúde física e mental das mulheres).
 

 

Ver mais no Público

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.