A versatilidade das células estaminais

Cientistas demonstram ampla variedade

20 junho 2002
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As células estaminais retiradas de adultos podem ser suficientemente versáteis para produzir uma ampla variedade de células especializadas, que por sua vez serão úteis para tratar determinadas doenças.
 

 

O estudo que permite tais conclusões, realizado com base em testes laboratoriais e em ratos, sugere que as células estaminais adultas podem revelar-se uma alternativa útil às células mãe retiradas de embriões, pelo menos em alguns casos.
 

 

As células estaminais (também conhecidas como células mãe, indiferenciadas ou precursoras) apresentam a capacidade de se diferenciarem nos diversos tecidos que formam o corpo humano.
 

 

Teoricamente, simplificando, células estaminais cultivadas, por exemplo, com as do coração de um paciente começam a reproduzir- se como tecido cardíaco saudável adequado a um transplante sem perigo de rejeição.
 

 

Doenças neurodegenerativas
 

 

Mas podem também diferenciar-se em tecidos tão sofisticados como o do cérebro, abrindo portas a tratamentos inovadores de doenças neurodegenerativas como Parkinson ou Alzheimer.
 

 

No entanto, as células mãe embrionárias são controversas porque a sua recolha implica a destruição dos embriões.
 

 

Teoricamente, as células estaminais adultas podem ser retiradas de um doente, em seguida cultivadas de forma a desenvolverem-se no tipo de tecido de que o indivíduo necessita, e reintroduzidas na mesma pessoa.
 

 

Em Janeiro, Catherine Verfaillie, do Instituto de Células Estaminais da Universidade do Minnesota, afirmou que o seu laboratório descobriu que certas células da medula óssea retiradas de seres humanos adultos podiam dar origem a vários tipos de células no tubo de ensaio.
 

 

Na versão electrónica da revista Nature, Verfaillie e os seus colegas relataram agora os desenvolvimentos da sua pesquisa.
 

 

Experiências
 

 

Numa das novas experiências, os cientistas injectaram células em embriões de ratos nos primeiros estádios de desenvolvimento e verificaram os resultados após o nascimento dos animais.
 

 

Os investigadores detectaram em quase todos os órgãos do animal descendentes das células injectadas.
 

 

Aparentemente, as células, inicialmente indiferenciadas, especializaram-se para se adaptarem aos vários tipos de tecidos onde surgiram, que incluíam cérebro, retina, pulmões, coração, músculo, fígado, intestino, rim, medula e pele.
 

 

No entanto, não ficou demonstrado se as células funcionariam de modo normal em todos estes órgãos, embora, em alguns animais, chegassem a representar 45 por cento do coração.
 

 

Numa outra experiência, os cientistas injectaram células nas veias das caudas dos ratos.
 

 

Mais tarde, verificaram que as células originais tornaram-se parte do sangue, medula, pulmões, fígado e intestino dos ratos, faltando agora aferir o funcionamento das células.
 

 

No entanto, Verfaillie sublinhou que estes resultados não significam que os cientistas devam abandonar o trabalho com células estaminais embrionárias, já que é ainda demasiado cedo para saber que tipo de células serão úteis para que doenças.
 

 

Fonte: Lusa
 

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