A tradição já não é o que era em Portugal

Taxa de divórcio por mútuo consentimento aumenta

11 agosto 2003
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Independentemente da raça, sexo, classe social ou religião poucos são os que com mais ou menos extravagâncias não desejam casar. No dia que muitos consideram ser o “mais feliz das suas vidas”, eles juram fidelidade a vida toda. Juram amar-se na doença e na saúda, na alegria e na tristeza. Juram amarem-se até que a morte os separem.
 

 

Mas mesmo sem morte, e ainda bem, o destino prega-lhes uma partida e a separação é um marco a atingir por mais que custe. Mas longe parecem estar os divórcios conflituosos ou até mesmo a imposição de que mesmo infelizes têm que permanecer juntos para o resto da vida. Talvez por ter presente este aspecto, nos tempos que correm, em Portugal, nunca foi tão fácil colocar fim a um casamento. A ajudar está uma lei que contribui para que todo o processo que engloba um divórcio seja mais veloz.
 

 

Porque a lei mudou ou não, o certo é que a taxa de divórcio em Portugal teve um aumento de 47% dos divórcios entre 2001 e 2002. Com esta percentagem, Portugal atinge uma taxa de 2,7 divórcios por cada mil habitantes. É relevante ter em conta que estes divórcios estão a ser realizados cada vez com menos conflitos uma vez que segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a esmagadora maioria - 90,9 por cento - dos processos foram, em 2002, por mútuo consentimento.
 

 

Com estes números Portugal coloca-se à frente da Suécia e da Finlândia. Empata com a Dinamarca e deixa a Bélgica passar-lhe à frente. É caso para se dizer que pelo menos neste aspecto Portugal é camisola amarela em relação a alguns países.
 

 

Dentro do território nacional, as taxas mais elevadas registaram-se em Lisboa e Vale do Tejo (3,3 separações legais por mil habitantes), Algarve (3,2), Madeira (3,0) e Açores (2,8). O Norte e o Alentejo são as regiões do país onde a taxa de divórcios é menor (2,2).
 

 

Adriana José Oliveira
 

MNI – Médicos Na Internet

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