A segunda forma humana da doença das vacas loucas

Investigadores ingleses descobrem nova variante

16 dezembro 2002
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As notícias sobre a variante da doença das vacas loucas parecem não parar de assustar os consumidores, pelo menos, os ingleses.
 

 

Segundo um estudo feito pela Universidade de Londres, a doença das vacas loucas poderia causar uma segunda forma de degeneração cerebral em humanos, aumentando potencialmente o número de pessoas atingidas pelo consumo de carne infectada.
 

 

Estudos anteriores mostraram que a encefalopatia espongiforme bovina (BSE), ou doença da vaca louca, causou em humanos a variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ), uma condição fatal identificada em meados dos anos 1990 em pessoas jovens que comeram carne bovina infectada. Um surto da vDCJ, nos anos 1990, matou mais de 100 pessoas e foi relacionado a surtos anteriores de BSE na Grã-Bretanha.
 

 

Os surtos por fim levaram à proibição da exportação de carne bovina inglesa. Mas investigações com ratos, feitas pelo Instituto de Neurologia da Universidade de Londres, descobriram que a BSE também causa a esporádica forma da vDCJ, uma condição detectada num pequeno número de pessoas idosas e de meia-idade. Um documento sobre a investigação foi publicado na revista da Organização Europeia de Biologia Molecular.
 

 

«Esses dados sugerem que mais do que uma forma da encefalopatia espongiforme bovina podem infectar humanos», informou o instituto num resumo do estudo, publicado na Internet.
 

 

«E é possível que pacientes com a Doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica possam ter uma doença causada pela exposição à encefalopatia espongiforme», acrescentou.
 

 

A ligação entre a doença das vacas loucas e vDCJ foi feita pela primeira vez em 1996, na Grã-Bretanha. Mas, a BSE foi descoberta uma década antes, e a sua origem teria sido o hábito de alimentar o gado bovino com farinha feita de carcaças de animais infectados por uma doença similar à da vaca louca.
 

 

Em toda a Europa, já morreram mais de 100 pessoas em consequência da vDCJ, a maioria na Grã-Bretanha. Acredita-se que as vítimas tenham sido contaminadas ao consumir carne de animais infectados pela BSE.
 

 

Recentemente, investigadores do Instituto para a Saúde Animal, da Grã-Bretanha, descobriram durante testes de laboratório com carneiros que um em cada seis animais que receberam sangue contaminado com uma doença semelhante à vDCJ acabou por adoecer.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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