A reparação de pequenas cáries dentárias pode ser estimulada

Cientistas desenvolveram um polímero que promove a remineralização de cavidades dentárias

26 agosto 2001
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Dois cientistas americanos afirmam terem desenvolvido um novo polímero, um compósito, que estimula os dentes a repararem as suas pequenas cáries. Ou seja, os dentes poderão reparar as cáries ainda no início do seu desenvolvimento.
 

 

Este novo compósito é constituído por fosfato de cálcio amorfo (FCA) que tem a capacidade de desencadear a série química que conduz à produção de hidroxiapatite (outra substância existente nos ossos e nos dentes) essencial à mineralização dos ossos e dos dentes.
 

 

Esta descoberta foi recentemente divulgada pelos seus autores: Joe Antonucci, um químico de polímeros do National Institute of Standards and Technology em Gaithersgurg (EUA) e Drago Skrtic, também químico, da American Dental Association, à American Chemical Society.
 

 

J. Antonucci afirma que este novo compósito poderá vir a ter muitas aplicações em odontologia e as expectativas geradas por esta descoberta são grandes: este novo material será especialmente útil na reparação de cáries dentárias em crianças com próteses dentárias uma vez que estes aparelhos dificultam a limpeza dos restos de alimentos dos dentes sendo, muitas vezes, responsáveis pelo desenvolvimento de placa bacteriana que conduz à formação de cáries.
 

 

“Um dos problemas inerentes ao uso de próteses em crianças é o facto destes aparelhos estarem fixados aos dentes por “escoras” metálicas que promovem a desmineralização do dente onde a prótese é fixada,” – explica J. Antonucci. E continua: “Se utilizarmos um material adesivo que além de fixar a prótese também seja capaz de estimular a remineralização do dente ou, pelo menos preveni-la, acreditamos que estaremos perante um progresso evidente.”
 

 

O mesmo investigador afirma que o FCA não será eficaz na reparação de cáries avançadas porque só consegue induzir a mineralização em cavidades de pequena dimensão. Além disso, este material não é suficientemente robusto para o fabrico de próteses de longa duração. No entanto, J. Antonucci espera que, no futuro, este compósito venha a ser aplicado em reparações ósseas como, por exemplo, na reconstrução facial.
 

 

Neste momento, o FCA já é utilizado como componente em pastas dentífricas e em pastilhas elásticas e dentro de um ano espera-se que tenham início os ensaios clínicos de próteses que incluam o FCA na sua estrutura.
 

 

Joaquina Pereira
 

MNI – Médicos na Internet
 

 

Fonte: BBC

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