À procura de vida fora da Terra
10 maio 2002
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Astrónomos da NASA vão intensificar a busca de planetas, dentro e fora do sistema solar, que reunam as condições necessárias ao desenvolvimento da vida, uma investigação até agora infrutífera.
 

 

Até agora, mais de 80 planetas foram descobertos fora do sistema solar mas todos hostis e muito diferentes da Terra.
 

 

Aquilo que os cientistas procuram são planetas onde a temperatura seja adequada à vida e a órbita não seja nem demasiado próxima nem demasiado longínqua da estrela central. É também necessário que exista água em estado líquido e oxigénio, bem como uma "vizinhança" razoavelmente calma sem colisões frequentes de cometas ou asteróides.
 

 

Por outras palavras, os cientistas procuram um local parecido com a Terra.
 

 

"A questão é saber quantas estrelas têm planetas e, desses, quantos seriam habitáveis", afirmou Charles Beichman, um cientista do Jet Propulsion Laboratory (JPL), em Pasadena (Califórnia).
 

 

O investigador espera obter resposta para estas dúvidas durante a próxima década.
 

 

Os cientistas têm descoberto múltiplos planetas extra- solares utilizando uma técnica que mede a oscilação quase imperceptível que um planeta causa na estrela à volta da qual orbita.
 

 

Mas todos os planetas descobertos até agora são demasiado grandes (a maioria várias vezes maiores que Júpiter, que tem uma massa 318 vezes superior à da Terra) e hostis à vida.
 

 

Beichman afirmou, num simpósio no Space Telescope Science Institute, que em 2007 a NASA espera começar a lançar naves especializadas para conduzir uma busca sistemática de planetas semelhantes à Terra e, em seguida, tentar encontrar provas químicas da existência de vida.
 

 

O primeiro passo vai ser dado com o lançamento da nave Kepler, que durante dois ou três anos vai observar a luz das estrelas e procurar planetas à volta destas.
 

 

Os instrumentos do Kepler vão ser suficientemente potentes para detectar objectos do tamanho da Terra que orbitem à volta de estrelas a mais de 4 mil anos-luz de distância. Para tal será necessário estudar mais de cem mil estrelas e efectuar medições a cada dez minutos.
 

 

"Esta operação vai dar-nos uma amostra estatística sobre a quantidade de planetas com o tamanho da Terra", afirmou Beichman.
 

 

Em 2009 será lançada uma outra nave, a Missão Espacial Interferómetro (SIM, sigla em inglês), que vai analisar as estrelas a cerca de 50 anos luz.
 

 

Esta nave vai ser capaz de analisar a oscilação de uma estrela central e detectar planetas do tamanho da Terra que orbitem a uma distância entre 0,5 e dez unidades astronómicas.
 

 

Uma unidade astronómica é a distância entre a Terra e o Sol, cerca de 93 milhões de milhas.
 

 

As duas naves, Kepler e SIM, vão localizar os alvos para uma terceira nave espacial, a "Terrestrial Planet Finder" (algo como Detector de Planetas Terrestres), que deverá ser lançada em 2015.
 

 

Esta nave vai analisar as atmosferas dos planetas previamente seleccionados, procurando elementos químicos que possam indiciar a existência de vida.
 

 

Os dados recolhidos pela Planet Finder vão ser capazes de saber se uma atmosfera contém água, dióxido de carbono, oxigénio ou metano, bem como os químicos denunciadores da vida.
 

 

Fonte: Lusa
 

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