A pílula masculina

A alvorada do novo milénio

29 janeiro 2001
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Em primeiro lugar trata-se de uma injecção e não de uma “pílula”, que tem a capacidade de suprimir a produção de esperma.
 

 

Ao longo de 24 semanas os 28 homens que participaram neste estudo, receberam todas as 6 semanas uma injecção de testosterona. Metade deste grupo recebeu ainda uma injecção de um derivado da testosterona o – Undecanoato de Testosterona - e um derivado estrogénico o – Enantato de Noretisterona -, enquanto que aos restantes era administrado um placebo sem efeitos terapêuticos (grupo controlo).
 

 

Ambos os grupos tiveram uma diminuição do número de espermatozóides, mas no grupo que recebia ambas as hormonas essa diminuição era muito mais marcada. Quando este estudo terminou, a produção de esperma tinha sido suspensa em 13 dos 14 homens que recebiam a combinação hormonal, enquanto somente em 7 dos 14 homens do grupo controlo tinha acontecido o mesmo.
 

 

As injecções causaram alguns efeitos secundários, incluído algum acne e dor no local da injecção. Mas ninguém abandonou o estudo nem reportou algum tipo de disfunção sexual.
 

 

Houve uma alteração nos níveis de colesterol sanguíneos embora mantendo-se em valores normais. Nomeadamente uma elevação das LDL (mau colesterol) e uma diminuição das HDL (bom colesterol).
 

 

O próximo passo será averiguar num novo estudo se a dose poderá ser administrada menos frequentemente, e se realmente previne a gravidez.
 

 

Fonte: Reuters
 

Adaptado por David Ferreira
 

MNI – Médicos na Internet

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