A persistência pode ser ensinada pelo pai

Estudo publicado no “Journal of Early Adolescence”

20 junho 2012
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O pai desempenha um papel muito importante no desenvolvimento da persistência dos filhos, revelam os resultados de um estudo recentemente publicados no “Journal of Early Adolescence”.

 

Conduzido pelos investigadores Laura Padilla-Walker e Randal Day da Brigham Young University, em Utah, EUA, o estudo seguiu, durante vários anos, 325 famílias nucleares com adolescentes de idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos. Em cerca de 52% destas famílias, o pai demonstrava facultar uma educação autoritativa  com níveis acima da média. A educação autoritativa, que não deve ser confundida com a educação autoritária, engloba os seguintes pressupostos: o filho sente amor e carinho por parte do pai; é conferido um certo grau de autonomia ao filho; o pai explica o sentido de responsabilidade e as razões subjacentes à existência de regras.

 

O estudo revelou que o ensino do desenvolvimento da persistência pelo pai poderá conduzir a um melhor desempenho escolar e a um menor risco de comportamentos delinquentes no filho adolescente.

 

Neste estudo foram abordadas questões como: “O seu filho é capaz de levar a cabo uma tarefa? Consegue terminar um projeto? Tem a capacidade de formular um objetivo e atingi-lo?” Segundo Randal Day, aprender a perseverar nas tarefas acaba por criar nas crianças alicerces para o seu desenvolvimento, que as irão ajudar a lidar com o stress e com a pressão no futuro. Laura Padilla-Walker defende que este estudo demonstra que a persistência pode ser ensinada e que constitui a chave para o sucesso na vida. A cientista afirmou também que existem poucos estudos dedicados ao papel único desempenhado pelo pai.

 

Apesar de este estudo ter incidido sobre adolescentes oriundos de famílias nucleares, os autores do mesmo defendem que os pais de famílias monoparentais podem igualmente ensinar os benefícios da persistência aos seus filhos. Este assunto  poderá constituir o tema de um estudo a levar a cabo posteriormente.

 

“O pai deve continuar a procurar estar envolvido na vida do seu filho, bem como promover interações de muita qualidade, mesmo que a quantidade dessas mesmas interações seja inferior ao desejável”, defende Laura Padilla-Walker.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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