A perda do olfato poderá ser um indicador de Alzheimer

Estudo publicado na “Neurology”

18 agosto 2017
  |  Partilhar:
Um novo estudo sugere que um simples teste de identificação de odores poderá ajudar a identificar o progresso da doença de Alzheimer antes de os sintomas se evidenciarem, especialmente em quem corre maior risco de desenvolver a doença. 
 
Na altura em que surgem os sintomas da Alzheimer, como a perda de memória, a doença poderá estar já a desenvolver-se desde há 20 anos. Neste sentido, muitos estudos têm procurado identificar a presença da doença mais cedo, para reduzir a prevalência e severidade dos sintomas. Mais, ainda não foi encontrado um tratamento eficaz para a doença.
 
O estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores liderados por John Breitler, do Centro de Investigação da Saúde Mental da Universidade McGill, EUA, recrutou cerca de 274 pessoas, com uma média de idades de 63 anos, que se encontravam em risco de desenvolverem a doença de Alzheimer.
 
Os investigadores convidaram os participantes a efetuarem um teste de odor que incluía uma panóplia de cheiros como o de gasolina, pastilha elástica e limão. 
 
Dos participantes, 100 voluntariaram-se igualmente para serem submetidos a punções lombares regulares para medir as quantidades de várias proteínas associadas à Alzheimer no líquido cefalorraquidiano.
 
Foi apurado que os participantes com mais dificuldades de identificarem odores foram os que evidenciavam mais marcadores biológicos da doença de Alzheimer.
 
“Esta é a primeira vez que alguém conseguiu demonstrar claramente que a perda da capacidade de se identificar odores está correlacionada com os marcadores biológicos que indicam o avanço da doença”, comentou Marie-Elyse Lafaille-Magnan, primeira autora do estudo.
 
“Há mais de 30 anos que os cientistas exploram a ligação entre a perda de memória e a dificuldade que os pacientes poderão ter em identificar diferentes odores. Isto faz sentido porque sabe-se que o bulbo olfatório (envolvido no sentido do olfato) e o córtex entorrinal (envolvido na memória e em nomear os odores) estão entre as primeiras estruturas cerebrais a serem afetadas pela doença”, acrescentou. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.