A memória toda explicada pelos genes

Descoberta poderá ajudar doentes de Alzheimer

28 novembro 2002
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Um grupo de cientistas italianos do departamento de neurociências do centro nacional de investigação (CNR) descobriu a função de um dos genes da memória, que estimula a capacidade de aprendizagem nos animais de laboratório.
 

 

A descoberta poderá ser a solução para o problema de aprendizagem de que sofrem algumas pessoas e inclusivamente ajudar a recuperar a memória dos doentes de Alzheimer.
 

 

Para chegar a esta conclusão, hoje difundida pela imprensa, os cientistas basearam-se nas modernas técnicas de investigação do genoma, que permitem explorar os esquemas de expressão de milhares de genes ao mesmo tempo.
 

 

O grupo de cientistas do CNR, em colaboração com investigadores norte-americanos, dividiram em seis grupos os 140 genes utilizados para activar a aprendizagem humana e, de todos os genes seleccionados, a atenção principal centrou-se sobre um que produz o factor de crescimento, o FGF-18.
 

 

Este gene foi descoberto há dois anos e, através das novas pesquisas, percebeu-se que o FGF-18 poderá estar implicado na estimulação do crescimento das ramificações terminais das células nervosas que servem de união com outras células do cérebro.
 

 

Esta descoberta poderá ser um avanço para poder tratar a doença de Alzheimer, um processo degenerativo do cérebro que provoca mais de 50 por cento dos casos de demência.
 

 

A doença de Alzheimer afecta 12 milhões de pessoas em todo o mundo e os peritos prevêem que, em 2025, este problema atinja 22 milhões de pessoas.
 

 

Fonte: Lusa
 

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