A mais completa exposição sobre Einstein vai abrir em Nova Iorque

Centenas de documentos históricos no Museu de História Natural

14 novembro 2002
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O Museu de História Natural de Nova Iorque (AMNH) apresenta, a partir de sexta-feira, a maior exposição de sempre consagrada ao cientista alemão Albert Einstein.
 

 

Nunca tantos documentos, cartas, manuscritos e fotografias da "Personalidade do século", segundo a revista Time, estiveram reunidos no mesmo local, graças à colaboração do AMNH e da Universidade Hebraica de Jerusalém, depositária dos arquivos de Einstein.
 

 

Desde o seu nascimento em Março de 1879 em Ulm (Alemanha) até à sua morte em 1955 em Princeton (Nova Jersey, Estados Unidos, para onde imigrou em 1933), a exposição traça a vida e obra de um investigador que revolucionou a concepção do espaço, do tempo, da luz e do movimento e que lançou as bases de grande parte da ciência moderna.
 

 

A exposição começa por desmontar um mito que se construiu à volta do pai da teoria da relatividade, que dizia que este tinha sido um mau estudante: o boletim escolar do liceu que frequentou na Suíça prova que tinha excelentes notas em matemática e física.
 

 

Em 1905, ao mesmo tempo que trabalhava na agência de patentes de Berna (Suíça), redigiu quatro publicações que arrasam tudo o que se sabia até então sobre o tempo e o espaço, a energia e a matéria.
 

 

É nestas publicações que a célebre fórmula "e=mc2" aparece pela primeira vez.
 

 

No entanto, não foi conservado qualquer manuscrito dessa época, sendo necessário esperar até 1912 para ver escrita, pela mão de Einstein, a fórmula que demonstra que a massa é uma forma de energia e a energia uma forma de massa.
 

 

Dos seus trabalhos nasceram a energia atómica (uma pequena quantidade de matéria pode ser transformada por fissão numa grande quantidade de energia) mas também os circuitos integrados, dando origem à revolução informática.
 

 

No campo das moléculas, os trabalhos de Einstein foram as bases dos avanços actuais em torno do ADN (ácido desoxirribonucleico) e do genoma humano.
 

 

Albert Einstein tornou-se uma vedeta mundial da noite para o dia, quando em 1919 investigadores britânicos que observavam as estrelas durante um eclipse solar confirmaram as teorias que o cientista alemão tinha enunciado sozinho, apenas com uma folha de papel.
 

 

Durante a sua vida, Einstein colocou a sua fama crescente ao serviço de várias causas: o pacifismo, o sionismo ou o desarmamento.
 

 

A exposição apresenta ainda a carta que dirigiu em 1939 ao presidente Roosevelt, alertando-o para os trabalhos nazis com vista ao fabrico da bomba atómica.
 

 

"Uma única bomba deste tipo que explodisse num porto poderia destruí-lo por completo, bem como aos seus arredores", escreve o cientista.
 

 

Os visitantes podem também ler uma carta de Novembro de 1952 onde lhe é proposta a presidência de Israel, bem como a sua recusa polida.
 

 

"Se fosse presidente, teria de dizer ao povo israelita coisas que este não gostaria de ouvir", comentou mais tarde o cientista.
 

 

Antes de terminar com o seu último caderno de notas, repleto de minúsculas equações escritas enquanto trabalhou, em vão, na sua Grande Teoria Universal, a exposição apresenta várias cartas de crianças que recebeu.
 

 

Em Nova Iorque até 10 de Agosto de 2003, a exposição viajará em seguida para Jerusalém e depois até Los Angeles (Califórnia).
 

 

Fonte: Lusa
 

 

 

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