A maioria dos portugueses faz análises anuais

Estudo publicado na revista “Plos One”

28 novembro 2013
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A maioria dos portugueses acredita que dever fazer uma análise ao sangue anualmente e, de facto, acaba por fazer a análise com esta periodicidade, refere um estudo publicado na revista “Plos One”.
 

Para o estudo, os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto contaram participação de 1000 indivíduos entre os 18 e os 97 anos, tendo concluído que 99,2% dos inquiridos acredita que deve fazer análises ao sangue e urina a cada 12 meses.
 

O estudo, ao qual agência Lusa teve acesso, apurou que mais de 87% dos participantes referiu que realiza aquelas análises com periodicidade anual e 37,7% do total afirmaram que recorrem a estes serviços por sua iniciativa, apesar de os investigadores ressalvaram que, geralmente, só se consegue realizar análises com prescrição médica.
 

“A maioria dos portugueses adultos acredita que deve utilizar um grande número de serviços de saúde, numa base anual. A nossa pesquisa indica uma tendência para o uso excessivo de recursos”, revelaram os autores do estudo.
 

O estudo sublinha que a realização anual de “análises gerais” parece estar fortemente enraizada na população portuguesa. “Em Portugal não há recomendação oficial para a frequência de exames de saúde em adultos, nem para análises ao sangue”, com exceção de alguns rastreios oncológicos, ressalvam os investigadores.
 

O artigo refere que, atualmente não há evidência científica de que os exames gerais em adultos reduzam a mortalidade geral ou específica, embora contribua para aumentar o número de diagnósticos.
 

Além disso, os investigadores referem que a perceção dos doentes em relação aos exames médicos necessários está longe do que é recomendado pela evidência científica.
 

Um dos exemplos apresentados como incoerente é o indicador que mostra que mais portugueses consideram um raio-x aos pulmões mais necessário do que uma análise ao sangue oculto nas fezes (geralmente feita para despiste de cancro colo-retal).
 

Os investigadores concluem que a estratégia para uma prescrição mais racional de exames médicos deve ser mais orientada para o doente.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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