A imortalidade das células tumorais e o genoma

Estudo da Universidade do Porto

30 julho 2013
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A imortalidade das células tumorais está “numa região inexplorada do genoma”, de acordo com um estudo publicado na revista “Nature”.
 

“O nosso estudo vem alertar para a possibilidade de nos estarem a escapar mutações causadoras de doença em regiões ainda inexploradas do genoma”, adiantou à Lusa a líder da equipa de investigação, Paula Soares, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup).
 

Há muito tempo que se procura uma explicação para a capacidade de as células tumorais se dividirem de forma ilimitada, e este estudo permite concluir que “a base genética da imortalidade” dessas células “está numa região inexplorada do genoma”, acrescenta a investigadora.
 

Os investigadores mostraram que “uma região inexplorada do gene da Telomerase”, uma “enzima chave” no processo de divisão das células tumorais, apresenta mutações que são comuns a diferentes tipos de cancro, incluindo tumores da pele, do cérebro, da bexiga e da tiroide, refere Paula Soares.
 

“Neste estudo, publicado hoje na prestigiada revista Nature Communications, a equipa de investigadores do Ipatimup demonstra que alterações no gene da telomerase são frequentes e estão associadas ao aumento dos níveis desta enzima nos tumores”, esclarece.
 

Os cientistas encontraram também “um mecanismo genético que pode explicar a ativação da telomerase em tumores”, observa Paula Soares.
 

Esta é uma descoberta importante sobre os mecanismos que as células tumorais adquirem para não envelhecer, tornando-se imortais, nomeadamente porque os investigadores demonstraram que o processo é diferente de acordo com os tipos de cancro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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