A história da pasta de dentes

Historiadores encontram receita egípcia com 2.400 anos

28 janeiro 2003
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Uma fórmula egípcia de pasta de dentes, que data do século IV a.C., foi recentemente encontrada numa colecção de papiros da Biblioteca Nacional de Viena, Áustria. Os ingredientes incluem sal, menta, pimenta e flor íris seca.
 

 

Segundo o dentista Heinz Neuman, «ninguém sabia que uma fórmula de pasta dentífrica avançada existisse na antiguidade», disse ao jornal «London Daily Telegraph». Até ao momento, a receita mais antiga foi encontrada em correspondências entre mosteiros trocadas no século IV.
 

 

A primeira pasta dentífrica comercializada surgiu em 1873. Antes dessa data, as pessoas limpavam os dentes com uma mistura de sabão e água salgada.
 

 

História das pastas de dentes
 

 

O desenvolvimento das pastas de dentes iniciou-se por volta dos anos 300/500 aC na China e Índia. De acordo com a história chinesa, um homem chamado Huang-ti foi o primeiro a estudar os cuidados com os dentes.
 

 

Durante os anos 3000/500 aC, os povos egípcios elaboravam a pasta de dentes misturando cinzas de ossos de boi, pó de arroz e cascas de ovos queimados. Descobertas posteriores mostraram que todos esses ingredientes deveriam ser misturados em conjunto, mas não especificavam como deveria ser utilizado o pó obtido dessa mistura. Supõe-se que os antigos egípcios utilizavam os dedos para esfregar esta mistura nos dentes.
 

 

Relatos da antiga Índia, China e Egipto mostraram que os gregos e romanos foram os povos que desenvolveram e aperfeiçoaram a pasta de dentes. Foram estas civilizações também quem desenvolveram os primeiros instrumentos para a extracção de dentes.
 

 

Com a queda do império romano, pouco se conhece sobre as mudanças ocorridas na higiene oral até o ano 1000 dC.
 

 

Alguns achados mostram que a civilização persa também desenvolveu pasta de dentes. Outras receitas persas incluíam partes de animais secos (em pó), ervas, mel e minerais.
 

 

A pasta de dentes ou dentifrício foi inicialmente desenvolvida na Inglaterra no fim do século XVIII. Era apresentada em potes de cerâmica, podendo vir em forma de pó ou em pasta. Os ricos aplicavam-na numa escova, enquanto a população pobre utilizava apenas os dedos.
 

 

Os pós eram desenvolvidos pelos médicos, dentistas e químicos e frequentemente continham ingredientes que eram ligeiramente abrasivos e nocivos aos dentes, como por exemplo pó de tijolo e porcelana.
 

 

Para torná-la mais agradável, adicionavam-se glicerina à sua composição. No início do século XIX, foi introduzido mais um ingrediente, o estrôncio. Foi utilizado inicialmente para fortalecer os dentes e diminuir a sensibilidade. Posteriormente, o pó de bórax foi usado para dar a consistência de gel. Antes da segunda grande guerra, a maioria dos cremes dentífricos utilizavam sabões como agente emulsificante. No pós-guerra, o desenvolvimento do lauril sulfato de sódio pôs fim ao uso dos sabões nos cremes dentífricos.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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