A diversidade alimentar pode não ser a escolha mais saudável

Estudo publicado na “Circulation”

13 agosto 2018
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Desde há várias décadas que se recomenda mundialmente que se consuma uma alimentação variada, como sinónimo de saudável, adequada do ponto de vista nutricional e preventiva de doenças crónicas.
 
No entanto, a análise de 17 anos de artigos publicados sobre aquela temática não evidenciou que a variedade signifique qualidade, pelo contrário. Com efeito, a equipa de investigadores liderada por Marcia Oliveira Otto, da Associação Americana do Coração, EUA, concluiu que “combinado, tal padrão alimentar poderá conduzir a um aumento no consumo alimentar e obesidade”.
 
Os resultados da revisão efetuada aos artigos publicados concluíram que não existem evidências a sustentar que uma maior diversidade alimentar em geral promova um peso saudável e uma alimentação de qualidade.
 
Foram ainda identificados alguns artigos a indiciarem que uma maior variedade de opções alimentares numa refeição poderia atrasar a sensação de saciedade, fazendo aumentar a quantidade de alimentos consumidos.
 
Finalmente, uma reduzida quantidade de artigos sugeriu que uma maior diversidade alimentar está associada ao consumo de mais calorias, de padrões alimentares inadequados e de ganho de peso em adultos.
 
Considerando os resultados apurados, os autores concluem que as recomendações alimentares deveriam centrar-se no consumo adequado de alimentos derivados de plantas como fruta, produtos hortícolas, leguminosas, cereais integrais, laticínios magros, óleos vegetais não tropicais, frutos de casca rija, carne de aves e peixe, limitando o consumo de carne vermelha, doces e de bebidas açucaradas.
 
“Escolher um grupo de alimentos saudáveis, adequado à carteira e gostos de uma pessoa, e mantê-lo, é potencialmente melhor a ajudar as pessoas a manterem um peso saudável do que escolher uma grande variedade de alimentos que possa incluir itens menos saudáveis como donuts, batatas fritas de pacote, batatas fritas e hambúrgueres de queijo, mesmo que sejam em moderação”, concluiu Marcia Otto. 
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ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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