A diferença entre embrião e feto

Ética na clonagem discute-se sábado em Coimbra

06 Fevereiro 2003
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A diferença entre embrião e feto, questão determinante para aferir se é ética a utilização do primeiro em investigação científica, vai ser discutida durante uma sessão sobre clonagem que se realiza no sábado em Coimbra.
 

 

A sessão insere-se num ciclo de conferências organizado pela Associação Nacional de Bioquímicos (ANBIOQ) e a Coimbra 2003 Capital Nacional da Cultura, que decorrem desde Janeiro no segundo sábado de cada mês, às 16:00.
 

 

«Clonagem: A Alice já não precisa de espelho» será o tema em discussão na sala polivalente da Casa Municipal da Cultura de Coimbra, reunindo sobre um dos mais polémicos temas da ciência actual três investigadores nacionais moderados por um jornalista.
 

 

A Mário Sousa, da Unidade Multidisciplinar Biomédica do Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto, caberá a introdução do tema, por forma a esclarecer determinadas técnicas e conceitos envolvidos no processo da clonagem.
 

 

Ouvido pela Agência Lusa, o investigador explicou que começou por pensar a sua intervenção numa perspectiva de dar «uma noção prática das coisas», optando depois por ancorar a alocução de vinte minutos na diferença entre o embrião e o feto.
 

 

Na origem desta alteração esteve a reunião ministerial sobre o estatuto do embrião excedentário que o executivo organizou em Janeiro e no qual foi apresentado um relatório de Daniel Serrão, reunindo as principais concepções internacionais sobre a matéria.
 

 

Mário Sousa, que não integrou o conjunto de 28 especialistas escolhidos pelo executivo para opinar sobre o assunto, acabou por fazer, a pedido da Ordem dos Advogados, um parecer técnico, que posteriormente enviou a Daniel Serrão a pedido da Secretaria de Estado da Ciência.
 

 

A conferência de sábado retoma agora esse parecer e a diferença fundamental entre um embrião e um feto, que o investigador vai exemplificar recorrendo a imagens.
 

 

Confrontado com a posição de cientistas mais conservadores, como o próprio Daniel Serrão, segundo a qual também podem ser retiradas células estaminais de adultos, Mário Sousa explicou que, em determinados casos, «essas não servem, nomeadamente se tiverem o mesmo erro genético que origina a doença».
 

 

No debate de sábado, Mário Sousa estará acompanhado de João Ramalho-Santos, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra e Teresa Almeida Santos, do Laboratório de Biologia e Reprodução do Serviço de Genética Médica do Departamento de Medicina Materno-Fetal e Reprodução Humana dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
 

 

Fonte: Lusa
 

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