A dieta provoca insónia?

Cientistas mexicanos dizem que sim

13 março 2002
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Se quer emagrecer e está a seguir uma dieta rigorosa e, ainda por cima, não tem qualquer tipo de acompanhamento médico, é bem provável que sofra de insónias.
 

 

As pessoas que querem emagrecer e, por isso, seguem dietas rigorosas sem qualquer acompanhamento médico são mais propensas a sofrerem de insónias. Esta é uma das conclusões de um estudo divulgado na passada segunda-feira por um grupo de especialistas mexicanos em distúrbios do sono.
 

 

De acordo com este grupo de investigação, coordenado por Rafael Salin, psicólogo no departamento de psiquiatria do Instituto Nacional De Ciencias Medicas Y Nutricion Salvador Zubiran, para que o organismo humano possacomeçar a dormir, precisa de estar a uma temperatura de 36,5ºC. Quando há uma redução drástica na quantidade de calorias consumidas, como acontece nas dietas drásticas é mais difícil atingir essa temperatura e, mesmo que a pessoa consiga adormecer, o sono pode ser interrompido devido à redução de calorias imposta pela dieta.
 

 

Numa entrevista concedida à agência Reuters, Salin explica que «... as pessoas que fazem dietas sem acompanhamento médico (...) poderão sofrer de insónia porque a temperatura corporal diminui quando se segue uma dieta.» E continua: «... para dar início ao sono, precisamos que a temperatura suba ligeiramente e, à medida que a noite vai passando, ela vai baixando. No entanto, se a pessoa começa a dormir com uma temperatura baixa, o sono, em vez de ser seguido (como desejável), vai ser fragmentado.»
 

 

A Organização Mundial de Saúde considera a insónia como um problema de saúde pública devido ao facto de, em algum momento da vida, uma em cada três pessoas sofrer deste distúrbio do sono.
 

 

Neste trabalho, os especialistas também alertam para as repercussões negativas que o consumo de inibidores do apetite têm no sono. Na sua maioria, estas substâncias contêm anfetaminas, ou seus derivados, que são conhecidas como sendo estimuladoras do sistema nervoso.
 

 

Como explicou Salin, grande parte dos inibidores de apetite é constituída por substâncias que fazem com que a pessoa fique muito mais activa, pois contêm anfetaminas e «isso cria um estado de insónia farmacológica», destacou.
 

 

Ainda segundo este psicólogo, são as mulheres que se submetem mais frequentemente a dietas e, portanto, são mais propensas a terem esses problemas. No entanto, salienta, não há estudos que quantifiquem o tempo de sono perdido devido à redução calórica da dieta.
 

 

Joaquina Pereira
 

MNI – Médicos Na Internet

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