A combinação de várias vitaminas pode aumentar a longevidade

Estudo publicado na “PNAS”

22 outubro 2018
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Um conjunto de várias vitaminas, conhecidas e recentemente categorizadas, pode ajudar a prolongar a longevidade e a manter a saúde até uma idade avançada, atestou um novo estudo. 
 
O estudo, que consistiu na revisão de numerosos outros estudos, foi conduzido por Bruce Ames, do Instituto de Investigação Oakland do Hospital Pediátrico, EUA e sugere um grupo de vitaminas, que ele denomina de “vitaminas de longevidade”. 
 
Bruce Ames contextualiza a importância deste grupo de nutrientes, sugerindo que se pode classificar as proteínas necessárias para nos mantermos saudáveis como “proteínas de sobrevivência” ou “proteínas de longevidade”, todas elas necessárias para manter um indivíduo saudável.
 
Estes nutrientes desempenham diferentes funções: as “proteínas de sobrevivência” suportam os processos básicos e de reprodução do organismo e as “proteínas de longevidade” têm a função adicional de protegerem contra mais danos no corpo humano.
 
Se existir uma falta de nutrientes no organismo, este tende a favorecer a produção de “proteínas de sobrevivência”, podendo conduzir à redução de “proteínas de longevidade” e, assim, a um maior risco de doença. 
 
A equipa defende que, neste contexto, as “vitaminas de longevidade” constituem os nutrientes que suportam a função das “proteínas de longevidade” e permitem que o corpo se mantenha saudável e viva mais tempo. 
 
Estes nutrientes-chave incluem a vitamina K, vitamina D, ácidos gordos, ómega-3, magnésio e selénio e contribuem para os processos que mantêm as células do organismo saudáveis. Algumas das funções destes nutrientes são a reparação do ADN, a manutenção da saúde cardiovascular e prevenção de danos celulares por stress oxidativo, argumentam. 
 
Bruce Ames acrescenta que “a prevenção das doenças degenerativas do envelhecimento constitui uma ciência diferente da cura de doenças: envolve experiência em metabolismo, nutrição, bioquímica e elementos reguladores genéticos e polimorfismos”.
 
O investigador defende que esta abordagem é muito importante para baixar os custos de saúde e cita, como exemplo a osteoporose na Europa, estimando que se poderia poupar 4 mil milhões de euros anualmente devido à doença se se utilizasse a suplementação de cálcio e de vitamina D.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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