A chave da hipertensão masculina

Cromossoma Y pode ser o responsável pelos problemas de coração do sexo masculino

25 setembro 2001
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Uma mega investigação, realizada a 204 famílias no sul da Polónia e 1040 pessoas na Escócia, revelou que hipertensão masculina pode ser explicada por um marcador do cromossoma Y.
 

 

Os investigadores da Universidade de Glasgow usaram a enzima Hind III para testar um marcador encontrado no cromossomo Y. (Note-se que as mulheres têm dois cromossomas X e os homens um cromossoma X e um Y.)
 

 

Esta enzima incute uma quebra numa área específica do ADN se o material genético contiver o marcador. Caso a enzima não provoque essa quebra do ADN, significa que a pessoa não possui o marcador.
 

 

Pressão sistólica e diastólica
 

 

Os homens Hind III positivo, que apresentavam o marcador, tiveram uma pressão sistólica média- estado de contracção das fibras musculares cardíacas - de 10 milímetros de mercúrio (mmHg) , sendo a pressão diastólica média – movimento de dilatação do coração, após a fase de contracção - de mais cinco mmHg que os homens sem o marcador.
 

 

A equipa de Glasgow afirmou, durante na Conferência Anual do Conselho para a Investigação da Hipertensão da American Heart Association, que os resultados sugerem uma possível explicação para as diferenças de género encontradas na pressão sanguínea.
 

 

Cerca de 30 por cento dos homens avaliados possuíam Hind III positivo, mas «como estudamos apenas polacos e escoceses, não sabemos se a mesma variação seria encontrada em africanos e americanos».
 

 

Mais estudos
 

 

Embora os resultados deste estudo sejam de extrema importância, não deixam de ser preliminares, pelo que necessitam de outros estudos que comprovem o mesmo em «populações maiores».
 

 

Esta investigação, no entanto, poderá, para já, conduzir ao desenvolvimento de um teste. «Se soubermos que o defeito genético está presente podemos começar a prevenção desde cedo.»
 

 

Os exames podem ser desenvolvidos com mais rapidez, mas serão necessários vários anos antes que «possamos desenvolver um tratamento genético para este problema».
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fontes: Reuters
 

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