A caminho de vacinas contra a SARS e MERS?

Estudo publicado na revista “PLOS Pathogens”

11 junho 2014
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Investigadores americanos descobriram como desarmar parte do vírus envolvido na síndrome respiratória aguda grave (SARS, sigla em inglês) a qual é responsável por esconder o vírus da ação do sistema imunológico. Este achado pode conduzir ao desenvolvimento de uma vacina contra a doença, sugere um estudo publicado na revista “PLOS Pathogens”.

 

Os investigadores da Universidade de Purdue, nos EUA, acreditam que estes resultados poderão também ajudar no desenvolvimento de vacinas contra vírus da mesma família, como é o caso do vírus envolvido na Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS, sigla em inglês).

 

Neste estudo, os investigadores liderados por Andrew Mesecar, foram capazes de identificar a estrutura molecular de uma enzima, PLpro, que desempenha um papel importante no desenvolvimento da SARS. O estudo apurou que esta enzima remove duas proteínas que estão envolvidas na ativação da resposta imune, a ubiquitina e a ISG15, das células do hospedeiro.

 

Os investigadores explicam que quando uma célula é infetada, esta envia sinais de alarme que ativam a resposta do sistema imunológico à infeção. Contudo, há vírus que conseguem “enganar” o sistema imune. “Ao remover estas duas proteínas, o vírus da SARS afeta as vias de sinalização das células hospedeiras e impede que o sistema imune seja alertado para a sua presença. Esta enzima funciona como um sistema de disfarce do vírus, permitindo que este sobreviva e se replique sem ser detetado”, referiu Andrew Mesecar.

 

Na opinião do investigador, o facto de as vias de sinalização ficarem afetadas pode levar a uma falha de comunicação entre as células infetadas e as circundantes, a qual pode conduzir a uma resposta que eventualmente leve à destruição destas células.

 

“Alguns tratamentos impedem a replicação do vírus e param a infeção, mas isto não significa que a reação prejudicial do vírus tenha sido impedida. Por vezes é a confusão gerada ao nível da comunicação celular que torna o vírus letal”, explicou o investigador.

 

O estudo apurou ainda que a enzima PLpro era também capaz de dividir a poliproteína viral da SARS em proteínas individuais, um processo que é crucial para a replicação do vírus.

 

Os investigadores concluem que foram dados os primeiros passos para o desenvolvimento de uma vacina segura contra este vírus.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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