A aspirina e a fertilidade

Estudo publicado na “Lancet”

22 abril 2014
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Uma dose baixa de aspirina pode aumentar a possibilidade de conceção e de nascimento de um nado-vivo em mulheres que tenham sofrido um aborto único recente, indica um estudo recente.
 

Conduzido pelo Departamento de Epidemiologia do Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development, em Bethesda, EUA, o estudo contou com a participação de 1000 mulheres que tinham um historial de aborto espontâneo ou de dar à luz um nado-morto. As participantes tinham entre 18 e 40 anos de idade e estavam a ser tratadas em quatro centros médicos.
 

As participantes foram divididas aleatoriamente em dois grupos: um que tomou aspirina e outro que tomou um placebo. As mulheres que tomaram aspirina receberam uma dose diária baixa do fármaco (81mg) e ácido fólico. As mulheres do outro grupo tomaram igualmente ácido fólico, para além do placebo.
 

Tanto as mulheres como os médicos não sabiam que grupo estava a tomar a aspirina nem o placebo. As participantes foram seguidas por um período de até seis ciclos menstruais. No caso de engravidarem, as mulheres eram seguidas durante a gravidez e deixavam de tomar a aspirina às 36 semanas de gestação.
 

Como resultado, 58% das mulheres que tomaram aspirina engravidaram e deram à luz, comparativamente a 53% das mulheres que tomaram o placebo.
 

13% das mulheres que tomaram aspirina e engravidaram posteriormente tiveram outro aborto espontâneo. No grupo que tomou o placebo a percentagem foi de 12%. A equipa de investigadores verificou que os índices de aborto espontâneo não eram muito diferentes entre o grupo da aspirina e o grupo do placebo.
 

“Os nossos resultados indicam que a aspirina não é eficiente na redução do aborto espontâneo na maioria dos casos”, observou Enrique Schisterman.
 

Todavia, verificou-se num subgrupo de mulheres que tinha sofrido um aborto espontâneo recente, um índice de conceção e de parto de um nado-vivo superior, durante o período de tratamento com aspirina. 78% das mulheres que tomaram aspirina e 66% das que tomaram placebo engravidaram, tendo 62% do grupo da aspirina e 53% do grupo do placebo dado à luz um nado vivo.
 

Embora não tenha sido determinada a causa da eficácia da aspirina na conceção, a equipa considera que uma possível razão para a mesma seja o facto de este fármaco aumentar a irrigação sanguínea no útero.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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