A aspirina ajuda a prevenir o cancro do cólon. Como?

Estudo publicado na revista “Nucleic Acids Research”

07 junho 2018
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Uma equipa de investigadores descobriu o mecanismo através do qual a aspirina consegue ajudar a impedir o desenvolvimento do cancro do cólon.
 
É já sabido que o uso regular daquele analgésico reduz o risco do desenvolvimento de cancro do cólon. No entanto, até à data não se tinha percebido como funcionam as propriedades de combate aos tumores do fármaco.
 
Num estudo conduzido pela equipa da Cancer Research UK do Centro de Edimburgo, Universidade de Edimburgo, Escócia, foi descoberto que a aspirina bloqueia um processo-chave envolvido na formação de tumores.
 
Para chegarem ao seu achado, os investigadores decidiram focar-se no nucléolo, uma estrutura que se encontra no interior das células. A ativação do nucléolo fomenta a formação tumoral e a disfunção do mesmo foi associada às doenças de Alzheimer e Parkinson.
 
Os investigadores conduziram ensaios para observar os efeitos da aspirina sobre células cultivadas em laboratório e biópsias de tumores extraídos de pacientes com cancro do cólon.
 
A equipa descobriu que a aspirina bloqueia uma molécula-chave conhecida como TIF-IA, que é essencial para o funcionamento do nucléolo.
 
Apesar de a aspirina não exercer efeitos em todos os pacientes com cancro do cólon e de causar efeitos adversos como hemorragias internas (sendo de evitar o seu uso prolongado), os investigadores consideram que este achado poderá ajudar a identificar quem poderá mais beneficiar com a toma do fármaco.
 
A equipa comentou que este estudo abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos que simulem os efeitos da aspirina, mas que ofereçam mais segurança.
 
“Estamos verdadeiramente entusiasmados com estes achados pois sugerem um mecanismo através do qual a aspirina poderá atuar na prevenção de múltiplas doenças. Uma melhor compreensão de como a aspirina bloqueia a TIF-IA e a atividade dos nucléolos é muito promissora no desenvolvimento de novos tratamentos e terapias direcionadas”, disse Lesley Stark da Universidade de Edimburgo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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