A agressividade e competitividade no feminino

Estudo publicado por The Royal Society

30 outubro 2013
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Um novo estudo multidisciplinar debruçou-se sobre a forma e o motivo pelos quais  as mulheres competem.
 

O sentido evolutivo da competitividade e agressão femininas tem sido alvo de pouco interesse por parte da ciência. O estudo, publicado numa série de artigos multidisciplinares na “Philosophical Transactions of the Royal Society B”, sugere que a competitividade por parte das mulheres é mais subtil do que nos homens, evitando estas o confronto físico, sendo consequentemente subestimada.
 

Os vários artigos debruçam-se sobre um tema central: a competitividade entre mulheres jovens é geralmente “sobre homens e os recursos que estes podem prestar”. Consequentemente, as mulheres parecem competir por qualidades que são muito apreciadas pelos homens: juventude e a atratividade.
 

As mulheres parecem reagir de forma diferente às ameaças ou competitividade, dependendo do local onde vivem. Em certas áreas urbanas, as reações poderão agravar-se ao ponto do confronto físico. Em locais de pobreza endémica que tenham rácios de sexo muito díspares e grande variabilidade nos rendimentos por parte do sexo masculino, os homens com bons recursos tornam-se muito desejáveis, aumentando assim a competitividade por relacionamentos com os mesmos.
 

Nos gangs das cidades, o conceito de amigo ou inimigo pode levar a tensões quando chegam novas raparigas. As raparigas dos gangs podem também atacar as raparigas novas, já que estas poderão ser uma ameaça e “roubarem” os rapazes do grupo.
 

Outro aspeto focado pelo estudo é o facto de a não adesão às normas estabelecidas, por parte de mulheres e raparigas, poder conduzir à exclusão social e à perda de amizades. As ameaças e o medo do isolamento constituem poderosas armas em situações de competição ou agressão.
 

A agressividade indireta requer um mínimo de energia mas pode trazer um enorme prejuízo: os ditos pejorativos sobre um individuo isolado podem conduzir grandes danos, e mesmo à depressão ou suicídio.
 

O medo e a raiva estão associados às decisões tomadas sobre confrontos físicos. Embora não se tenham encontrado diferenças nos dois sexos para a raiva, estas existem para o medo. Os níveis de medo são superiores nas mulheres talvez devido a uma adaptação para assegurar a sobrevivência da qual dependem as vidas dos filhos.
 

Os estudos concluem que a competitividade intersexual está relacionada com o comportamento social.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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