93% dos fármacos comprados na Internet são contrafeitos

Análise do INFARMED realizada em 2008

11 março 2009
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 Dos medicamentos adquiridos pelos portugueses na Internet, o INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) recolheu e analisou 80 amostras, tendo constatado que 93% desses medicamentos eram produtos de contrafacção.

 

 Nos medicamentos contrafeitos analisados pelo INFARMED faltava, por vezes, a substância activa que deveriam conter e, quando esta estava presente, existia em quantidades inferiores às estipuladas para o fármaco em questão. "Nalguns casos havia impurezas que podem colocar em causa a vida das pessoas", acrescentou Vasco Maria, presidente do INFARMED, em declarações à imprensa.

 

Vasco Maria sublinhou ainda que, hoje em dia, o negócio à volta da contrafacção de medicamentos é extremamente rentável, o que motiva a actividade das redes de falsificadores. "O crime compensa. Neste momento, o lucro desta actividade é absolutamente extraordinário. É muito mais rentável falsificar medicamentos do que produzir e comercializar droga e há fortes evidências de que redes criminosas que inicialmente estavam orientadas para a produção e comercialização de droga neste momento desviaram o seu foco de interesse para os medicamentos", alertou Vasco Maria.

 

De acordo com os dados fornecidos pelo INFARMED, as estimativas apontam para que mais de 50% dos medicamentos adquiridos na Internet, fora dos circuitos legais, sejam contrafeitos, sendo que as áreas terapêuticas dos medicamentos falsificados são, sobretudo, as da impotência sexual, emagrecimento, oncologia, cardiologia e neurologia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

 

 

 

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