700 mil portugueses continuam sem médico de família

Distritos do interior são os mais atingidos

28 maio 2009
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A criação de 170 novas Unidades de Saúde Familiar (USF) permitiu, ao cabo de três anos e meio de reforma dos cuidados de saúde primários, que mais dois milhões de pessoas tivessem médico de família. No entanto, 700 mil cidadãos ainda não têm acesso a estes profissionais de saúde.

 

Neste momento, e após terem sido aceites 250 candidaturas, aguarda-se a entrada em funcionamento de mais 80 USF.

 

Em declarações à agência Lusa, o coordenador da Unidade de Missão de Cuidados de Saúde Primários, Luís Pisco, revelou que os distritos de Castelo Branco e da Guarda continuam sem USF dado que, entre outros motivos, existem poucos médicos e os existentes têm “uma carga de trabalho muito grande".

 

A presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Isabel Caixeiro, realçou as fragilidades da reforma, salientando a "desigualdade de acesso ao médico de família integrado na USF".

 

Isabel Caixeiro chamou a atenção para o facto de 73% dos médicos de família terem idade de pré-reforma, entre os 50 e 60 anos e salientou também os atrasos no pagamento dos incentivos.

 

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, admitiu que “são necessários mais médicos formados na especialidade de clínica geral e medicina familiar” e apontou o "desequilíbrio" de formação destas especialidades comparativamente com outras de cariz hospitalar.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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