30% dos profissionais de cuidados intensivos e paliativos estão em exaustão

Estudo apresentado nas “Jornadas de Investigação em Cuidados Paliativos”

17 março 2015
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Três em cada dez profissionais de saúde que trabalham em unidades de cuidados intensivos e paliativos encontram-se em exaustão emocional ou profissional, segundo uma investigação da Universidade Católica Portuguesa que avaliou 355 médicos e enfermeiros de 19 unidades, revela a agência Lusa.


Segundo o estudo apresentado nas “Jornadas de Investigação em Cuidados Paliativos”, a esmagadora maioria dos profissionais que se encontravam em exaustão (burnout) exerciam funções em unidades de cuidados intensivos.


Foram analisados profissionais de nove unidades de cuidados paliativos e de dez unidades de cuidados intensivos e concluiu-se que cerca de 30% estavam em exaustão. Do total dos que estavam em exaustão, 86% exerciam funções em cuidados intensivos.


De acordo com um resumo do estudo, a que a agência Lusa teve acesso, os níveis de exaustão em cuidados intensivos eram quase três vezes superiores aos que foram encontrados em cuidados paliativos.


Os autores consideram que este indicador mostra a necessidade de incorporar a filosofia, princípios e metodologias de trabalho dos cuidados paliativos noutros contextos, como o caso dos cuidados intensivos.


É ainda considerado importante que os profissionais com funções nestes cenários de elevada complexidade tenham formação avançada nos domínios nos quais trabalham.


Aliás, segundo o estudo, os profissionais com formação pós-graduada em cuidados intensivos/paliativos exibiam menores níveis de exaustão.
Pelo outro lado, a existência de conflitos no local de trabalho mostrou-se a variável mais significativamente associada à presença de exaustão.


Os autores e investigadores lembram que as consequências desta exaustão dos profissionais afetam não só os trabalhadores, mas também têm impacto direto nos doentes e famílias, havendo um aumento do risco de erros por parte dos profissionais de saúde.


É ainda salientado que o agravamento da crise económica e financeira faz agravar o confronto dos profissionais de saúde com situações de elevado stress, desgaste físico, pressão temporal, sobrecarga de trabalho ou perceções de injustiça.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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