20 desafios para melhorar alimentação dos portugueses

Proposta da Associação Portuguesa dos Dietistas

16 maio 2014
  |  Partilhar:

A Associação Portuguesa dos Dietistas lançou esta semana 20 desafios a portugueses, instituições e empresas para melhorar a alimentação e os estilos de vida e contribuir para a diminuição das doenças crónicas.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que a proposta inclui o aumento do consumo de água, vegetais e peixe ou a redução de sal e açúcares, mas vão além dos conselhos nutricionais e defendem a prática de exercício físico, a redução do desperdício alimentar, a identificação do risco nutricional nas instituições, a melhoria do sustento dos idosos ou a subida dos níveis de felicidade dos portugueses.
 

O Movimento2020, a decorrer nos próximos seis anos, foi ontem apresentado pela Associação Portuguesa dos Dietistas (APD) e conta com a participação de parceiros, como autarquias, estabelecimentos de ensino, restauração e entidades públicas e governamentais, nas áreas da Saúde e da Juventude.
 

A iniciativa "pretende movimentar a sociedade civil, o poder político, o setor social e cooperativo e o setor privado nas questões da saúde alimentar", um tema que envolve muitas áreas, disse à agência Lusa a presidente da Assembleia Geral da APD, Rute Borrego.
 

"Lançamos 20 desafios para serem monitorizados de dois em dois anos, cada um tem a sua explicação e [aponta] estratégias práticas" para o cidadão, a restauração, a indústria e os profissionais de saúde puderem concretizar os objetivos, disse Rute Borrego.
 

A especialista referiu que os desafios, que estarão disponíveis em plataformas digitais, "abarcam áreas nutricionais, alimentos e nutrientes que sabemos estarem em excesso ou em défice na população portuguesa e têm impacto em termos de saúde pública, por estarem associados a doenças crónicas ou degenerativas" como diabetes, obesidade e cardiovasculares.
Algumas propostas estão associadas ao ciclo de vida, ou seja, "à importância de pensarmos a saúde alimentar adaptada à grávida, aos primeiros 36 meses de vida, às crianças, aos jovens e aos idosos", especificou Rute Borrego.
 

"Sabemos que o período dos primeiros 36 meses de vida é fundamental para prevenirmos a obesidade", exemplificou a especialista, acrescentando que "uma alimentação adequada é uma forma de prevenir o excesso de peso em adultos".
 

Um dos grupos alvo são as crianças e o programa pretende ensinar os mais novos a escolher alimentos num supermercado, a ler os rótulos e a preparar os alimentos.

 

Outros desafios mais globais integram a redução do desperdício alimentar, o crescimento do consumo de produtos portugueses e a questão da atividade e exercício físico e das consultas de dietética e nutrição nos cuidados de saúde primários. A APD acredita que "tendo mais saúde alimentar, vamos ter pessoas mais saudáveis e mais felizes".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.