20% das crianças portuguesas têm problemas de visão

Défices visuais interferem com rendimento escolar

10 setembro 2013
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Cerca de 20% das crianças portuguesas em idade escolar têm algum défice da função visual capaz de interferir com o rendimento escolar, de acordo com o coordenador do Grupo de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia alertou, no início do ano letivo, para a “a importância da deteção precoce dos problemas visuais das crianças através de rastreios que devem ser feitos, pelo menos, a partir dos 3/4 anos”.

 

De acordo com o coordenador do Grupo de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo da SPO, Paulo Vale, “as doenças dos olhos que mais afetam as crianças são os erros refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo), a ambliopia e o estrabismo. Estima-se que cerca de 20% das crianças em idade escolar tenham algum défice de função visual provocado por uma destas patologias (ou outras menos frequentes)”.
 

“Um dos sinais mais habituais de problemas na visão é a dificuldade na leitura. Embora algumas crianças se queixem da sua dificuldade, muitas não o fazem, pelo que deve ser o educador (pais ou professor) a estar atento”, disse Paulo Vale.
 

O coordenador refere ainda que a lentidão ou rejeição das tarefas que exigem esforço visual, o fechar ou tapar um dos olhos e os erros a copiar do quadro são sinais de alerta e que dores de cabeça, náuseas, olhos vermelhos, inchados ou lacrimejantes, estrabismo e fotofobia (dificuldade em suportar a luz) são sintomas que não devem ser ignorados.
 

O especialista considera que é “fundamental realizar um primeiro rastreio por volta dos 3/4 anos, pois nesta idade já é possível contar com a colaboração da criança e o procedimento acaba por ter uma boa relação preço-eficácia. No entanto, o ideal é realizar um rastreio entre os 12 e os 18 meses, que permite detetar e corrigir fatores ambiogénicos e que só pode ser realizado por oftalmologistas”.
 

Para promover a saúde visual, o especialista em oftalmologia pediátrica recomenda que os pais e educadores “providenciem a iluminação, cadeira e secretária adequadas para tarefas de leitura, corrigindo posições erradas (como ler deitado de barriga para baixo) e certificando-se de que a distância de leitura é de 30 a 40 centímetros”.
 

É também fundamental “a realização de pausas e verificar a posição dos monitores do computador e da televisão, evitando reflexos. No computador os olhos devem estar a um nível superior (15 a 20º) do centro do monitor e a distância da televisão deve ser cinco vezes a largura do ecrã”, acrescenta.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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