15% dos pacientes com depressão pioraram com o tratamento

Estudo publicado nos “Archives of General Psychiatry”

14 dezembro 2011
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Cerca de 15% dos pacientes tratados para a depressão com alguns medicamentos podem ficar pior do que aqueles que receberam placebo, adverte um estudo desenvolvido por investigadores da Yale University School of Health, nos EUA, publicado Archives of General Psychiatry.

 

Segundo a principal autora do estudo, Ralitza Gueorguieva, estes resultados destacam a importância de identificar rapidamente como os pacientes respondem a certos fármacos. "Identificar as variáveis associadas com uma resposta é uma questão muito importante que não tem sido valorizada o suficiente", refere a cientista.

 

Os autores combinaram dados de sete estudos que dividiram os pacientes em dois grupos: a um foi-lhes dado o antidepressivo duloxetina ou um comprimido placebo durante dois meses. No estudo participaram 2.500 pessoas com depressão major. Os doentes que tomaram placebo apresentaram pequenas mas graduais melhoras nos sintomas de depressão. No entanto, aqueles que tomaram duloxetina ou outros antidepressivos integraram-se numa das duas categorias: a maioria apresentou melhorias profundas e sustentadas dos sintomas de depressão, mas uma considerável parte do grupo não pareceu ter alguma melhora.

 

Os investigadores descobriram que os sintomas dos pacientes durante os primeiros meses de toma dos antidepressivos foram diferentes, tendo sido categorizados em "que apresentaram resposta", ou seja que conseguiam melhorar gradualmente, e nos "que não apresentaram resposta", isto é, que não melhoraram com o tratamento, mas podem ter sofrido os efeitos secundários.

 

Cerca de quatro em cada cinco pacientes responderam a todos os antidepressivos. Com a duloxetina, quase 84 % dos pacientes melhoraram, mas não 16 %. Os que responderam aos tratamentos apresentaram melhorias significativamente maiores nos sintomas de depressão do que pacientes que tomaram placebo.

 

No entanto, os que não responderam ao tratamento pioraram. Os efeitos secundários destes fármacos, tais como problemas gástricos ou de sono, podem explicar os sintomas graves observados nos pacientes que não responderam ao tratamento, em comparação com os doentes que tomaram placebo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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