11 Setembro: Bombeiros têm mais cancro

Revista científica The Lancet

02 setembro 2011
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Os bombeiros que responderam às chamadas de emergência depois dos atentados do 11 de Setembro, em Nova Iorque, sofrem mais de cancro desde o evento, revela um novo estudo, publicado na revista científica The Lancet.

 

A investigação contradiz uma anterior, que desvinculava o cancro das cinzas e do fumo causados pela queda das torres gémeas.

 

Segundo o estudo agora apresentado, a cargo do Departamento de Bombeiros de Nova Iorque, os casos de leucemia aumentaram entre os bombeiros que trabalharam na 'zona zero'.

 

Antes do ataque terrorista, a 11 de Setembro de 2001, a incidência de cancro nos bombeiros “era significativamente menor” em relação ao resto da população.

 

Para a investigação, publicada parcialmente pelo jornal New York Post, o chefe dos serviços médicos dos bombeiros de Nova Iorque, David Prezant, examinou, durante os últimos sete anos, o historial clínico de 11 mil bombeiros e oficiais de corporação que trabalharam durante o 11 de Setembro e comparou os dados com os obtidos dos mesmos funcionários antes dos atentados.

 

As conclusões do novo estudo contrariam as de um relatório do Instituto para a Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos, que considerou, em Julho, que não há provas suficientes que permitam incluir o cancro na lista de doenças relacionadas com os atentados e com direito a indemnização.

 

O Instituto não encontrou, no entanto, evidências médicas e científicas que atestassem uma relação entre a exposição ao fumo e ao pó dos escombros do World Trade Center e os casos de cancro.
 

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