“Tratamento Desigual para Doentes Renais na Europa”

Estudo realizado pela Federação Europeia de Doentes Renais

13 junho 2012
  |  Partilhar:

Em Portugal, cerca de 40% dos doentes renais crónicos não tem a possibilidade de escolher o tratamento de substituição da função renal, revelou a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR) tendo por base um estudo que envolveu a participação de 12 países europeus.

 

O estudo intitulado “Tratamento Desigual para Doentes Renais na Europa” que foi realizado pela Federação Europeia de Doentes Renais (CEAPIR), revelou que dois terços dos doentes renais crónicos consideram insuficiente a informação que lhes é facultada sobre as técnicas de diálise disponíveis, lê-se no comunicado da APIR ao qual a agência Lusa teve acesso.

 

Em Portugal, o número de inquiridos para o estudo da CEAPIR foi superior a 200. Os inquéritos decorreram no segundo semestre de 2011, tanto em Portugal como nos restantes 11 países e incidiram apenas sobre insuficientes renais crónicos em fase terminal. A nível europeu, foram questionadas 3.800 pessoas.

 

De acordo com os dados divulgados em março pela Sociedade Portuguesa de Nefrologia, existem 17.500 pessoas, em Portugal, a realizar uma das técnicas de substituição da função renal.

 

O objetivo desta investigação foi determinar como os doentes renais avaliam a informação que recebem, o acesso e opções de tratamento.

 

De acordo com o estudo, os doentes “informados e envolvidos” na escolha da terapêutica mostram-se mais satisfeitos com o tratamento e consideram que têm melhor qualidade de vida.

 

“Estas conclusões demonstram a importância do acesso à informação sobre a doença e as opções terapêuticas enquanto fatores críticos para a qualidade de vida dos doentes", revelou o vice-presidente da APIR, João Cabete.

 

"É muito importante que os insuficientes crónicos renais possam optar e ter voz ativa numa decisão que é para toda a vida. Em Portugal, infelizmente, isso ainda não acontece, apesar dos esforços da APIR”, acrescentou.

 

Apesar do trabalho que têm desenvolvido com médicos, com vista a melhorar a informação e formação dos doentes, nomeadamente através de consultas de pré-diálise, os resultados do estudo “demonstram que ainda há um longo caminho a percorrer, sobretudo nas técnicas domiciliárias de diálise, ainda muito pouco utilizadas em Portugal”, disse.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.