“Tecnologia invisível” pode monitorizar sinais vitais do bebé

Declarações da coordenadora do “Invisible Network”

24 novembro 2015
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Um berço biométrico para monitorizar os sinais vitais do bebé ou um rodapé inteligente com sensor de humidade para deteção de inundações são alguns dos protótipos que surgiram do projeto ‘Invisible Network'.
 
O objetivo é colocar a tecnologia "dentro" de estruturas como um chão em cortiça ou no betão de um prédio ou de um pavimento, bem como em mobiliário, entre outras, e assim "criar valor acrescentado" ao produto.
 
Tome-se como exemplo um berço que, além do "embalo" tem como objetivo ajudar os pais a fazerem a monitorização do bebé à distância através de sensores que captam a temperatura ou o movimento e permitem saber se a criança está a ter um sono profundo ou um sono mais inquieto.
 
Um outro dos exemplos é o de umas palmilhas de cortiça com sensores incorporados que detetam a pressão que o pé está a exercer e conseguem monitorizá-la e guardá-la para, por exemplo, informar o médico sobre a tipologia de andar daquele paciente. Já a medição da temperatura do pé através de sensores pode ser útil a pessoas com diabetes.
 
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, estas e outras soluções foram apresentadas no Centro Tecnológico Têxtil e do Vestuário (CITEVE) em Famalicão, distrito de Braga, e integram o ‘Invisible Network', projeto desenvolvido ao longo dos últimos três anos e terminado em março que envolveu 11 parceiros desde empresas tecnológicas e grupos industriais a agentes do mundo académico.
 
O objetivo global é "o desenvolvimento de uma nova geração de produtos interativos com base em conceitos de computação invisível e computação ubíqua", descreveu a coordenadora do ‘Invisible Network', Inês Henriques, considerando que "houve arrojo neste projeto", estando "alguns produtos encaminhados para serem lançados no mercado".
 
Também se podem ver como tintas invisíveis podem, num museu por exemplo, encaminhar o visitante ou explicar-lhe determinada obra de arte. Basta que o admirador aponte o telemóvel para uma superfície que contem a tal tinta que não é visível a olho nu, logo não "contamina" o espaço em que está colocada, e no seu visor verá a informação.
 
Os primeiros protótipos de betão interativo, ou seja "betão que responde a estímulos e sente", também estão patentes em Famalicão, mostrando que um material tantas vezes visto como "cinzento" pode ter uma função ecológica ou até pode zelar pela segurança de um peão que ao atravessar a estrada é avisado de que está próximo um carro graças ao facto do betão ter "sentido" o veículo a aproximar-se.
"Foi criada com este projeto uma forma de trabalho e uma comunidade que abrem muitas possibilidades no futuro", disse Inês Henriques.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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