“Tabagismo e Cancro do Pulmão em Portugal”

Estudo da Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão

07 novembro 2011
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O principal motivo para os fumadores deixarem de fumar é o medo de desenvolver cancro do pulmão, dá conta um estudo da Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão.
 

Para este estudo os investigadores entrevistaram telefonicamente 536 indivíduos residentes em Portugal continental e analisaram os seus hábitos tabágicos, o conhecimento que têm sobre os malefícios do tabaco e a sua opinião sobre o cancro do pulmão.
 

O estudo intitulado o “Tabagismo e Cancro do Pulmão em Portugal” revelou que uma em cada três pessoas entrevistadas fuma e, entre os ex-fumadores, só um em cada 10 recebeu ajuda para deixar de fumar. Os entrevistados declararam ainda terem começado a fumar com aproximadamente 17 anos.
 

Foi constatado que um em cada três inquiridos teve um familiar com cancro do pulmão e sete em cada 10 fumadores declararam já ter tentado deixar de fumar. A maioria dos participantes declara que tem um bom conhecimento dos efeitos do tabaco sobre os fumadores passivos e concorda com a proibição de fumar em locais públicos, como cafés ou restaurantes.
 

De acordo com o estudo, o principal motivo apontado pelos ex-fumadores para largar o “vício” é o medo do cancro do pulmão, seguindo-se o preço do tabaco e problemas respiratórios.
 

Do total dos portugueses inquiridos, 66% declaram não fumar regularmente, sendo que 34% fumam no mínimo três cigarros por dia.
 

Apesar de o estudo revelar que os portugueses estão conscientes das principais doenças associadas ao tabaco, como o cancro do pulmão, a verdade é que mais de metade (65%) dos inquiridos denota um elevado desconhecimento referente à taxa de mortalidade associada a esta doença.
 

Desconhecem os números que apontam para cerca de 3.800 novos casos anuais desta doença, mas têm consciência que o tabaco faz dos fumadores um dos principais grupos de risco vulneráveis a esta doença oncológica.
 

Em relação aos motivos que levaram os ex-fumadores a retomar o vício, cedendo às “recaídas”, são as tensões laborais que mais surgem entre as causas mais evidentes. “Talvez por esta razão, o apoio médico e o recurso a fármacos sejam dois dos métodos mais referidos para combater o tabagismo”, refere o estudo.
 

Para António Araújo, estes resultados são preocupantes. Por um lado, indicam que “ainda existem muitas pessoas a fumarem e, por outro, que as pessoas que pretendem deixar de fumar não têm tido o apoio necessário e suficiente para serem incentivados a deixar o tabaco”.
 

"É fundamental que sejam criados programas de cessação tabágica concertados e multidisciplinares através da implementação de consultas médicas, consultas com psicólogos, consultas com nutricionistas, criação de linhas telefónicas de apoio e criação de um sistema de apoio à compra da terapêutica farmacológica", conclui a Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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