“Saúde que Conta”

Projeto coordenado pela Escola Nacional de Saúde Pública

15 janeiro 2013
  |  Partilhar:

Deve haver mais comunicação entre médicos e doentes, para que estes conheçam melhor a sua situação clínica e participem mais ativamente na gestão da sua doença, defende a coordenadora de uma investigação nacional sobre Literacia em Saúde.

 

O projeto “Saúde que Conta”, coordenado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), é uma iniciativa de investigação nacional, no âmbito da Capacitação do Cidadão, que teve início em 2011 com o tema Literacia em Saúde e cujos resultados apontaram para a necessidade de “trabalhar na decisão partilhada”.
 

“É a continuidade e o resultado do trabalho do ano passado. Se tivermos pessoas com literacia em saúde podemos partilhar a informação e esta é uma questão fundamental, a participação do cidadão, ainda mais num contexto em que há um aumento de doenças crónicas”, revelou à agência Lusa, a professora Ana Escoval, acrescentando ser “indispensável que os profissionais discutam e partilhem informações com os doentes”.
 

De acordo com a coordenadora, este é um tema que a nível internacional começa a ter grande importância e Portugal está a preparar-se para participar no próximo inquérito europeu que vai ser feito para conhecer o nível de literacia dos cidadãos, uma vez que não participou no anterior.
 

Para já está em desenvolvimento um software que ajuda os profissionais de saúde “nessa relação de guia e encaminhamento do doente. Com o sistema de informação, em cada contacto com o doente, o profissional tem acesso à evolução do tratamento e pode ir acompanhando e partilhando esse conhecimento, para que as decisões sejam partilhadas e mais informadas”, explicou.
 

Ana Escoval refere que a informação e formação dos doentes, que se sentem por vezes receosos perante a sua doença, poderão ajudar o seu acompanhamento e nas decisões terapêuticas. “Na maioria dos tratamentos há alternativas que podem e devem ser partilhadas entre profissionais e doentes, deve haver conhecimento por parte dos doentes de quais as alternativas, do seu custo e de qual a que melhor se adequa ao seu estilo de vida”.
 

No fundo trata-se de o doente poder participar e escolher o que quer fazer, tornando-se mais autossuficiente e melhorando a autogestão das suas doenças ou prevenindo melhor algumas doenças. “O que estamos a procurar é maximizar os resultados”, conclui.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.