“Saúde para os adolescentes do mundo”

Relatório realizado pela OMS

15 maio 2014
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Os acidentes rodoviários foram a primeira causa de morte dos adolescentes em 2012 e o VIH foi a segunda, revelou um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS).
 

A OMS estima que uma em cada cinco pessoas no mundo seja adolescente, ou seja, há 1,2 mil milhões de pessoas de entre 10 e 19 anos. Embora a maioria dos adolescentes seja saudável, a OMS alerta que ainda há números significativos de mortes e doenças naquela faixa etária.
 

O relatório denominado “Saúde para os adolescentes do mundo” revela que só em 2012 morreram 1,3 milhões de adolescentes em todo o mundo, menos do que os 1,5 milhões de 2000. A taxa de mortalidade naquela faixa etária caiu de 126 para 111 em cada 100.000 entre 2000 e 2012, uma “queda modesta” de 12% que continua a tendência dos últimos 50 anos, conclui a OMS.
 

O relatório, ao qual a agência Lusa teve acesso, revela que os acidentes rodoviários são a principal causa de mortes a nível global, assim como a segunda causa de ferimentos e deficiência. Os rapazes são particularmente afetados pelos acidentes na estrada, com uma taxa de mortalidade três vezes mais elevada do que as raparigas.
 

O VIH, que não aparecia entre as causas de mortes adolescentes em 2000, tornou-se agora a segunda mais frequente. A OMS estima que a mortalidade adolescente associada a esta doença esteja mesmo a aumentar nesta faixa etária, ao contrário do que acontece em todas as outras. Isto pode refletir as melhorias nos cuidados de saúde junto das crianças seropositivas, o que faria aumentar o número daquelas que chegam vivas à adolescência, admite a OMS.
 

A OMS destaca ainda o “peso elevado” das doenças mentais na saúde dos adolescentes. Globalmente, a depressão é a principal causa de doença e deficiência nesta faixa etária e o suicídio é a terceira causa de morte.
 

A organização destaca também uma “redução significativa” das mortes por complicações na gravidez e parto entre as adolescentes desde 2002, particularmente nas regiões onde a taxa de mortalidade materna é mais alta: Sudeste asiático (57%), Mediterrâneo Oriental (50%) e África (37%).
 

Os novos dados concluem também que menos de um em cada quatro adolescentes faz exercício suficiente – a organização recomenda pelo menos uma hora de exercício moderado a vigoroso por dia, e em alguns países um em cada três adolescentes é obeso.

 

Por outro lado, há algumas tendências positivas, como a redução das taxas de tabagismo nos adolescentes mais jovens em países de alto rendimento e em alguns de baixo e médio rendimento.

 

A OMS recorda que a adolescência é um período importante para criar as fundações de uma vida saudável, recordando que muitos dos comportamentos que propiciam as principais doenças não transmissíveis começam ou reforçam-se nesta altura.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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