“Saúde Mental e Adultos mais velhos”

Dia Mundial da Saúde Mental

10 outubro 2013
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O Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala hoje , vai ser comemorado pela ENCONTRAR+SE - Associação para a Promoção da Saúde Mental- no Pólo da Foz da Universidade Católica, no Porto, pelas 10h.
 

De acordo com a Federação Mundial da Saúde Mental, que este ano escolheu o tema “Saúde Mental e Adultos mais velhos”, mais de 800 milhões de pessoas têm 60 ou mais anos e as projeções indicam que este número irá atingir cerca de dois mil milhões em 2050.
 

O desenvolvimento das doenças mentais pode ser despoletado por uma grande variedade de fatores que incluem, pobreza, isolamento social, perda de independência, solidão, luto, deficiência física e até exposição a maus-tratos, que são particularmente pertinentes entre os mais idosos.
 

De acordo com a presidente da ENCONTRAR+SE, Filipa Palha, “a velhice não é doença, pelo que devemos começar por criar condições para que não seja vivida e olhada desta forma. Também não devemos descuidar o facto de haver uma série de problemas de saúde física e mental mais prevalentes nesta idade, exigindo que se desenvolvam respostas adequadas”.
 

Segundo um comunicado de imprensa enviado à Alert, a demência é um dos problemas de saúde mental a ter em consideração entre os mais velhos. Um relatório da Organização Mundial de Saúde e da Associação Internacional da Doença de Alzheimer, aponta para 35,6 milhões de pessoas a viver com este problema que deverá duplicar a cada 20 anos.
 

Adicionalmente a depressão e abuso de substâncias são outros dos problemas comuns entre os adultos mais velhos. Por outro lado, o abuso de substâncias, considerado muitas vezes como um problema dos mais jovens, deverá duplicar entre 2001 e 2020 na população europeia mais idosa.
 

Em termos nacionais, “um dos problemas que temos é a falta de respostas para pessoas em processos demenciais. Devemos implementar respostas que promovam o envelhecimento ativo e a prevenção de problemas de saúde mental. E, nas situações em que existem problemas de saúde mental, disponibilizar respostas adequadas”, defende Filipa Palha.
 

“A promoção da qualidade de vida na população sénior não se deverá esgotar na prestação de cuidados básicos de qualidade, mas deverá promover a adoção de uma postura ativa na construção desta fase da vida que inclua a valorização dos recursos e potencial, mesmo para além das possíveis dificuldades e limitações”, refere a presidente da ENCONTRAR+SE.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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