“Receitas de microbiologia: antibióticos à ‘la carte’”

Estudo da Universidade do Porto

17 setembro 2012
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“Receitas de microbiologia: antibióticos à ‘la carte’” permitiu tornar os adolescentes mais conscientes sobre a utilização de antibióticos, refere um estudo da Universidade do Porto.


Este projeto de verão que contou com a participação de 42 adolescentes de 15 e 16 anos focou-se na “resistência a antibióticos e demonstrou ser uma estratégia eficaz para a sensibilização de alunos do ensino secundário para a resistência a antibióticos e da importância da utilização racional destes medicamentos”, revelou à agência Lusa, a investigadora envolvida no estudo, Maria João Fonseca.


Contrariamente às intervenções educativas tradicionais sobre o correto uso de antibióticos, que se têm baseado maioritariamente em campanhas informativas de larga escala, o projeto com estudantes de ciência no ensino secundário foi desenvolvido com o objetivo de “tirar partido dos reconhecidos benefícios do trabalho laboratorial, exigindo o envolvimento ativo dos alunos na sua própria aprendizagem”, disse a investigadora.


“Estávamos interessados em incentivar o interesse dos alunos e promover o raciocínio científico sobre os processos envolvidos na resistência a antibióticos”, acrescentou.


Através de experiências laboratoriais com “alho, hortelã, loureiro e outras ervas”, os alunos “aperceberam-se que se podem extrair compostos antibacterianos” e, depois, com a promoção de debates sobre Saúde Pública e utilização de antibióticos, foi possível “aumentar o conhecimento dos alunos e promover o desenvolvimento de competências procedimentais”, adiantou.


O responsável pelo projeto, Fernando Tavares, refere que este estudo evidencia os benefícios que advêm da incorporação de atividades práticas em programas de educação em ciência.


“Acreditamos que os dados recolhidos ilustram a forma como os ambientes de aprendizagem informal, como o proporcionado pela Universidade Júnior, podem ter um impacto efetivo e mensurável nos nossos alunos e contribuir para promover a literacia científica acerca de assuntos sóciocientíficos essenciais entre as gerações futuras”.


Portugal é o quinto país da União Europeia que mais consome antibióticos e estudos revelam que a população em geral continua mal informada sobre aspetos básicos relacionados com o modo de funcionamento dos antibióticos e adota frequentemente comportamentos errados.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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